O projecto de terras raras da Ozango Minerais, no Longonjo (Huambo), vai arrancar apenas em 2028, um ano além do previsto inicialmente, apesar de já estar a 25% de implementação.
O comissionamento está agora previsto para Outubro de 2027. A informação foi avançada esta quinta-feira, 3 de Setembro, durante visita ao local do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.
Durante a visita, foi anunciada a identificação de dois novos elementos de terras raras no depósito — Disprósio (Dy) e Térbio (Tb) — que se juntam ao Praseodímio (Pr) e Neodímio (Nd) já conhecidos desde o início da prospecção.
O projecto assenta numa formação geológica de carbonatito intemperizado, com reservas estimadas em 21,54 milhões de toneladas e um teor de 3,04% de óxidos de terras raras — o equivalente a 654.965 toneladas, das quais 130.457 mil toneladas de NdPr e 2.920 toneladas de Tb e Dy combinados. Considerando apenas as reservas provadas, a exploração a céu aberto poderá prolongar-se por mais de 20 anos.
O PCA da Ozango Minerais, Alcídio José, atribuiu o atraso à mobilização de investimentos, mas garantiu que a empresa “segue firme”. A planta de beneficiamento será modular, permitindo ampliações futuras, e alguns componentes já se encontram em produção. Apesar do adiamento, o ministro elogiou os avanços registados, destacando sobretudo a descoberta dos dois novos elementos.
A empresa já indemnizou cerca de 150 camponeses cujas lavras se situam na área de concessão e emprega actualmente 98 colaboradores, com previsão de contratar mais 38 até ao final do ano. O ministro reuniu-se também com a administração local, acompanhado pelo governador do Huambo, Pereira Alfredo, para ouvir preocupações das comunidades afectadas.
A Pensana PLC detém 67,6% do capital, o Fundo Soberano de Angola 26,7% e accionistas minoritários os restantes 5,7%. O projecto opera ao abrigo do Título de Exploração n.º 298/05/01/T.E/ANG-MIREMPET/2020, do Código n.º 031/07/51/0/2020 e do CRIPM n.º 1/GMGM/2016.



