Os Emirados Árabes Unidos consolidaram-se, no decurso do ano de 2025, como o principal destino das exportações de diamantes brutos de Angola, absorvendo a esmagadora maioria da produção nacional colocada nos mercados internacionais, segundo dados avançados pela Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (SODIAM, E.P.).
De acordo com o Relatório de Gestão da empresa, consultado pela Líder Magazine, relativo ao exercício de 2025, o volume total de diamantes brutos exportados atingiu 17.221.954,57 quilates, traduzindo-se numa receita global de 1.658.607.262,11 dólares norte-americanos.
Deste montante, o mercado do Dubai foi responsável pela colocação de 13.536.599,84 quilates — o equivalente a 78,6 por cento do volume total exportado — e por 1.315.170.151,84 dólares, ou seja, 79,3 por cento da receita.
Fonte ligada ao sector adianta que o preço médio obtido nas transacções com os Emirados Árabes Unidos se fixou em 97,16 dólares por quilate, valor que se situa acima da média geral de comercialização, estabelecida em 96,31 dólares. Tal facto indicia que a qualidade das pedras colocadas naquele mercado não terá sido inferior à média das restantes praças compradoras.
A Bélgica manteve-se como o segundo maior comprador, com 19,2 por cento do volume, seguindo-se Hong Kong, com pouco mais de 2 por cento. Israel, a África do Sul, o Botswana e a Índia dividiram entre si a fatia residual das exportações.
Segundo a mesma fonte, o desempenho global do sector em 2025 traduziu-se num crescimento assinalável face ao exercício anterior: o volume exportado subiu 68,9 por cento, ao passo que o valor das transacções cresceu 11,9 por cento — evolução que os responsáveis da SODIAM atribuem ao reforço da produção e à dinamização dos canais de comercialização.
A crescente concentração das exportações no mercado do Dubai confirma a tendência, já observada nos últimos anos, de deslocação do centro de gravidade do comércio internacional de diamantes brutos da Europa para o Golfo Pérsico, num movimento que tem vindo a beneficiar também outros produtores africanos.



