Angola e a Região Administrativa Especial de Macau assinaram, esta sexta-feira (04), um protocolo de isenção de vistos que elimina uma barreira burocrática com quase oito anos e que Luanda espera traduzir em maior dinamismo comercial e empresarial com o território chinês.
O acordo, rubricado em cerimónia oficial, coloca fim à exigência de visto prévio para cidadãos angolanos que pretendam entrar em Macau — um requisito que, segundo o Cônsul-Geral de Angola no território, Eduardo Velasco Galiano, tem condicionado a mobilidade de empresários e travado o aprofundamento de relações comerciais bilaterais.
Com a nova medida, Angola torna-se o quarto país de língua portuguesa a beneficiar da isenção de vistos para Macau, seguindo-se a Portugal, Brasil e Cabo Verde.
O posicionamento reforça o estatuto do território como porta de entrada da China para o espaço lusófono — um papel que Pequim tem procurado consolidar através de acordos económicos e facilidades de circulação com os países de língua portuguesa.
Para Velasco Galiano, a assinatura do protocolo representa uma “nova era de mobilidade” entre as duas partes, com efeitos que deverão fazer-se sentir não apenas no turismo, mas sobretudo na facilitação de negócios, investimento e intercâmbio económico.
A eliminação da exigência de visto surge como um sinal de aproximação entre Luanda e Macau numa altura em que Angola procura diversificar parceiros económicos e atrair investimento externo.
Ao reduzir custos e tempo associados à obtenção de vistos, a medida deverá facilitar deslocações de empresários angolanos interessados no mercado macaense, historicamente usado como plataforma de acesso a investidores chineses e a outros mercados asiáticos.



