O turismo foi o sector que mais cresceu na economia angolana no segundo trimestre de 2026, tendo registado uma expansão de 12,59% face ao período homólogo, segundo dados divulgados pelo Ministro do Turismo, Márcio de Jesus Lopes Daniel, através das suas redes sociais.
A informação, atribuída ao Instituto Nacional de Estatística (INE), enquadra-se nas Contas Nacionais Trimestrais do II Trimestre de 2026, com ajustamento sazonal.
A economia angolana cresceu, no mesmo período, 8,74%, um ritmo puxado, em grande parte, pelo desempenho do sector turístico, que se afirmou como o mais dinâmico da actividade económica nacional.
O subsector do Alojamento e Restauração, directamente associado ao turismo, cresceu 10,33% em relação ao primeiro trimestre de 2026, representando a maior subida trimestral de toda a economia angolana.
Os indicadores relativos à procura turística internacional confirmam esta tendência. Angola registou 223 mil chegadas internacionais em 2025, mais 28% do que no período homólogo, ao passo que a taxa de ocupação média das unidades hoteleiras se fixou nos 70%, um valor que reflecte o reforço da actividade hoteleira no país.
Perante estes resultados, o Ministro do Turismo defendeu que a trajectória de crescimento do sector deverá manter-se, sustentada por acções de fomento da procura e de reforço da oferta turística nacional.
“O Turismo em Angola continuará a crescer com iniciativas para fomento da procura e reforço da oferta”, afirmou Márcio Daniel, acrescentando que “o próximo passo é reforçar o investimento privado para criar mais riqueza e mais empregos”.
Márcio de Jesus Lopes Daniel exerce o cargo de Ministro do Turismo de Angola desde 28 de Março de 2024, na sequência da nomeação pelo Presidente da República, João Lourenço, e da separação do antigo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente em pastas autónomas.
Licenciado em Direito pela Universidade Católica de Angola, o governante desempenhou anteriormente as funções de Secretário de Estado da Reforma do Estado e de Secretário de Estado das Autarquias Locais, tendo ainda sido docente universitário e assessor jurídico da Comissão do Mercado de Capitais (CMC).
A divulgação destes dados insere-se numa campanha de comunicação promovida pelo próprio Ministério, que tem vindo a assinalar publicamente os resultados do sector sob a actual gestão.



