A Namíbia revogou o acesso sem visto a cidadãos de mais de 30 países, entre os quais os Estados Unidos, o Reino Unido e diversas nações europeias, como a Alemanha, a França e a Itália.
A decisão, aprovada inicialmente pelo gabinete namibiano em Julho de 2024, é atribuída em grande medida à falta de acordos de visto recíprocos para os titulares de passaportes namibianos.
A nova política entrou em vigor pouco depois da tomada de posse da presidente Netumbo Nandi-Ndaitwah, a primeira mulher a ocupar o cargo no país.
Segundo o governo namibiano, os cidadãos do país precisam de visto para entrar nos EUA, no Reino Unido e em muitos países europeus, ao passo que os cidadãos dessas mesmas nações usufruíam de entrada sem visto na Namíbia há vários anos. Foi precisamente esta assimetria que motivou a mudança.
Com a nova regra, os viajantes das nações afectadas têm de solicitar visto antecipadamente, através do portal electrónico do país, ou obtê-lo na chegada.
Os EUA e o Reino Unido, que oferecem entrada sem visto a mais de 180 países, passam agora a exigir que os seus próprios cidadãos solicitem visto antes de viajar para a Namíbia.
A medida atinge igualmente mercados turísticos de peso: a Alemanha, o principal mercado emissor de turistas para a Namíbia, perdeu também o acesso sem visto de que beneficiava anteriormente.
Este facto gerou preocupação no sector turístico local quanto a um possível impacto no número de visitantes, sobretudo dos mercados de longa distância.
O Reino Unido já tinha revogado, em 2023, a isenção de visto para os namibianos, sendo este apontado como um dos factores que precipitaram a decisão de Windhoek.
Mais recentemente, em Setembro de 2025, o governo namibiano sinalizou a intenção de alargar a lista de países elegíveis para visto à chegada, incluindo mais de 30 novos destinos, no âmbito da continuidade da política de reciprocidade.



