O Banco de Fomento Angola (BFA) tem uma nova Comissão Executiva do Conselho de Administração. Luís Roberto Fernandes Gonçalves mantém-se na presidência do órgão, que renova três dos sete lugares, segundo apurou a Revista Líder.
Funcionário público desde 1996, Gonçalves desempenhou no BFA várias funções de direcção antes de chegar à liderança executiva, tendo sido presidente da comissão executiva da BFA Gestão de Activos e administrador executivo do Banco de Crédito do Sul (BCS).
Assumiu a presidência da Comissão Executiva do BFA em 2020, e o mandato agora renovado é já o terceiro consecutivo à frente do órgão.
Saem da Comissão Executiva Sebastião Machado Francisco Massango, Natacha Sofia da Silva Barradas e Francisca Ferrão Costa. Mantêm-se, além do presidente, os vogais Paulo Lélis de Freitas Alves, José Alves do Nascimento e Paulo Valódia de Carvalho Moreira da Silva.
Entram para o órgão três novos vogais: Elizabeth Henriques dos Santos Tristão, João Gonçalo Lourenço de Jesus e Nelson Rodera Monteiro. Elizabeth Tristão acumula ainda a presidência da Mesa da Assembleia Geral da BFA Gestão de Activos – SGOIC, SA, uma das sociedades participadas do grupo BFA.
A renovação da liderança executiva ocorre num momento de resultados mais moderados para o banco. O Resultado Antes de Impostos do BFA fixou-se em 58,02 mil milhões Kz (63,61 milhões USD) no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 9,86% face aos 64,37 mil milhões Kz do mesmo período do ano anterior.
Em conjunto com o BAI, o BFA arrastou para baixo o lucro de toda a banca comercial angolana, que recuou 16% para 253,4 mil milhões Kz no trimestre — o pior arranque de ano dos últimos três anos.
Apesar da queda trimestral, o activo total do banco cresceu 10,53%, para 4,37 biliões Kz, impulsionado sobretudo pela carteira de títulos e valores mobiliários, que aumentou 26,91% e já representa 46% do activo.
O crédito a clientes expandiu-se 16,99%, para 872,77 mil milhões Kz, enquanto os recursos de clientes cresceram 6,71%, para 3,26 biliões Kz.
Quanto à estrutura accionista, na sequência da Oferta Pública de Venda concluída em Setembro de 2025, o capital do BFA está repartido entre a Unitel, com 36,9%, o Banco BPI, com 33,35%, e 8.473 outros investidores — entre empresas, particulares e institucionais —, que detêm os restantes 29,75%. A Unitel é controlada pelo Estado angolano.



