Angola vai passar a contar com um representante directo entre os vinte e cinco Directores-Executivos que integram os Conselhos de Administração do Grupo Banco Mundial.
Segundo apurou a Líder, o economista angolano Pedro Luís da Fonseca assumirá, a partir de Outubro próximo, o cargo de Director-Executivo, representando também a Nigéria e a África do Sul. A nomeação deverá ser formalizada à margem das Reuniões Anuais do Grupo Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 2026, que decorrerão entre 12 e 18 de Outubro, em Bangkok, na Tailândia, no Queen Sirikit National Convention Center.
O encontro reúne ministros das finanças, governadores de bancos centrais e outros representantes, para debater o estado da economia mundial.
Antigo ministro do Planeamento, Pedro Luís da Fonseca deverá suceder à nigeriana Zainab Ahmed, que ocupa o cargo desde Novembro de 2024.
Antes de ingressar no Conselho do Grupo Banco Mundial — onde exerce, desde Novembro de 2024, as funções de Director-Executivo Suplente por Angola —, Pedro Luís da Fonseca foi Presidente do Conselho de Administração do Banco de Comércio e Indústria e do Banco Económico, entre 2019 e 2024.
Exerceu ainda o cargo de Secretário de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, entre 2012 e 2017, e o de Vice-Ministro do Planeamento, entre 2007 e 2012. Anteriormente, tinha sido Director Nacional de Estudos e Planeamento, entre 1998 e 2007, e Director Nacional de Planeamento Económico, entre 1996 e 1997, no Ministério do Planeamento.
Passou também pelo Ministério do Comércio, onde foi Director Nacional das Relações Económicas Internacionais e Director Nacional do Comércio, entre 1988 e 1994.
O Gabinete do Director-Executivo (EDS25), conhecido como Circunscrição do Grupo África 3, representa Angola, a Nigéria e a África do Sul.
Na equipa deste gabinete conta-se também o angolano Nunes Pires, que ocupa o cargo de Conselheiro. Entre as suas atribuições na Constituência, destacam-se o acompanhamento das relações com o COMESA (Mercado Comum da África Oriental e Austral), as políticas de sustentabilidade e gestão da dívida, o sector da saúde, o pelouro do crescimento equitativo, finanças e instituições, a área da Tesouraria e a participação nos trabalhos do grupo ECOSOC/ODS das Nações Unidas.
Ao Gabinete do Director-Executivo cabe uma dupla responsabilidade: por um lado, exercer a responsabilidade fiduciária e agir no interesse da instituição; por outro, representar os interesses e as preocupações dos países membros da Constituência junto dos Conselhos do Grupo Banco Mundial, coadjuvando-os nos esforços de redução da pobreza e de promoção da prosperidade partilhada.
Este gabinete foi criado no âmbito da primeira fase das reformas de voz e de governação do Banco Mundial. O Conselho de Governadores do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD) aprovou, na altura, uma resolução que elevou para vinte o número de Directores-Executivos e para vinte e cinco o de Presidentes eleitos, com o propósito de assegurar que os países membros da África Subsariana passassem a ser representados por três Directores-Executivos eleitos.
Foi assim que a terceira cátedra destinada à África Subsariana no Conselho do Banco Mundial entrou em vigor no segundo trimestre do ano financeiro do Grupo Banco Mundial, a 1 de Novembro de 2010, tendo como membros fundadores três países: Angola, a Nigéria e a África do Sul.



