Verba financia estudos técnicos, redes de energia, água e saneamento, sistema viário e áreas de fruição turística no maior pólo de desenvolvimento turístico do país, criado há 15 anos e ainda numa fase de execução limitada.
A implementação do projecto de infra-estruturas integradas do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango vai custar 73 milhões de dólaresz
Segundo apurado, o investimento nestas infra-estruturas desempenha um papel estratégico e visa a diversificação económica e a criação de emprego.
A verba destina-se a alavancar o desenvolvimento sustentável, valorizar o território nacional e estruturar destinos naturais e paisagísticos, garantindo condições adequadas de segurança, acessibilidade e acolhimento aos visitantes.
A despesa para a implementação da infra-estrutura inclui estudos técnicos, projectos executivos, construção de redes técnicas primárias de energia, água, saneamento e telecomunicações, bem como sistema viário estruturante e secundário, drenagem, passeios, percursos pedonais, miradouros e áreas de fruição turística.
O montante agora autorizado representa o maior investimento isolado alguma vez canalizado para o Pólo desde a sua criação, e marca a transição de uma fase essencialmente de planeamento para a de implementação física no terreno — um salto que o projecto tardava em dar.
O Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango foi criado pelo Decreto Presidencial n.º 56/11, de 24 de Março de 1994, no âmbito do Plano Director Nacional do Turismo,o mesmo diploma que deu origem aos pólos de Cabo Ledo, na Quiçama, e de Calandula, em Malanje. É o mais antigo dos quatro pólos turísticos angolanos e o único de natureza transfronteiriça, por se inserir na Área Transfronteiriça de Conservação Kavango-Zambeze (ATFC-KAZA), partilhada por Angola, Botsuana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwé.
Situa-se no Sul da Província do Cubango, na confluência dos rios Cubango e Cuito, junto à fronteira com a Namíbia, próximo do município de Dirico.
A área administrativa do Pólo ocupa cerca de 12 mil hectares, inserida numa zona angolana bem mais vasta abrangida pelo projecto KAZA — cerca de 87 mil quilómetros quadrados no Cuando Cubango, que incluem as reservas do Luiana e de Mavinga, dentro de uma área regional total de 287 mil quilómetros quadrados repartida pelos cinco países da bacia.
A World Tourism Forum estima que Angola possa vir a captar mil milhões de dólares em investimentos turísticos ao longo de cinco anos capital que, segundo a organização, resultará do efeito multiplicador de investimentos públicos como este: por cada mil dólares que o Estado aplica em infra-estruturas turísticas, calcula-se que o sector privado invista, em média, um milhão.



