Angola conseguiu cumprir apenas uma das seis obrigações impostas pelo Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) desde que voltou à lista cinzenta, em Outubro de 2024.
A quinta avaliação de acompanhamento, divulgada este mês, retirou da lista de exigências apenas a necessidade de aprofundar o conhecimento dos riscos de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo — mantendo as outras cinco recomendações.
As quatro avaliações anteriores, três em 2025 e uma em Fevereiro deste ano, não tinham registado qualquer progresso. Continuam pendentes: melhorar a supervisão baseada no risco das entidades financeiras não bancárias e das DNFBPs; garantir acesso adequado e atempado às informações sobre beneficiários efectivos; aumentar as investigações e processos por lavagem de dinheiro; reforçar a capacidade de investigar financiamento do terrorismo; e comprovar mecanismos eficazes para aplicar sanções financeiras direccionadas.
Apesar da redução de seis para cinco exigências, Angola está hoje sujeita a mais recomendações do que em Junho de 2010, quando entrou pela primeira vez na lista cinzenta com apenas quatro obrigações — então cumpridas, levando à saída em 2016.
A Namíbia, que entrou na lista em Fevereiro de 2024, foi retirada este mês após cumprir as oito recomendações que lhe haviam sido impostas.
Angola junta-se assim a um grupo cada vez mais isolado: em Outubro de 2025, o GAFI já tinha retirado da lista África do Sul, Moçambique, Nigéria e Burquina Faso, depois de avaliações positivas aos respectivos planos de acção.
Um ano antes, em Outubro de 2024 — precisamente quando Angola regressava à lista, o Senegal tinha sido o único país africano a conseguir saída, citado como exemplo pelo reforço da transparência sobre beneficiários efectivos.
Uma nova avaliação a Angola deverá ser conhecida em Outubro próximo, segundo o calendário habitual do GAFI.



