Angola figura entre os principais destinos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em África, tendo captado cerca de 4,0 mil milhões de dólares em fluxos de investimento em 2025, de acordo com dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
O facto consta do World Investment Report 2025 (Annex Table 1.2) e da base UNCTADSTAT, actualizada em Maio de 2026, e foi avançado pela Agência para a Promoção do Investimento e Exportações (AIPEX).
Segundo a AIPEX, num contexto global cada vez mais competitivo, o resultado reforça a confiança dos investidores internacionais na economia angolana e confirma o posicionamento do País como um dos destinos de investimento mais relevantes do continente, objectivo que o Executivo angolano tem perseguido ao longo dos últimos anos.
“Mais investimento significa mais projectos, mais produção, mais emprego e mais oportunidades para o desenvolvimento económico de Angola”, refere a agência.
Os dados da UNCTAD mostram que o Egipto continua a liderar a captação de IDE em África, com 10,5 mil milhões de dólares, impulsionado pela sua posição geoestratégica, pela dimensão do mercado interno e por reformas em curso nos sectores da energia, infra-estruturas, indústria transformadora e serviços financeiros.
Seguem-se a Nigéria, com 5,6 mil milhões de dólares, a África do Sul, com 5,2 mil milhões, e Angola, em quarto lugar, com os referidos 4,0 mil milhões de dólares — posição que coloca o País à frente de economias como Marrocos (3,7 mil milhões), Gana (3,7 mil milhões), Etiópia (3,6 mil milhões) e Zâmbia (1,9 mil milhões de dólares).
O mapeamento da UNCTAD revela ainda que vários países africanos registaram valores negativos de IDE em 2025, traduzindo retiradas líquidas por parte de investidores estrangeiros. De acordo com a nota técnica do estudo, este facto resulta, na maioria dos casos, do reembolso de empréstimos a empresas-mãe sediadas no estrangeiro, e não de uma fuga de investimento doméstico para fora dos países.
Entre os casos com balanço negativo destacam-se o Sudão (-0,6 mil milhões de dólares), a Somália (-0,3 mil milhões), o Chade, a Mauritânia, a Libéria, a República Centro-Africana e o Sudão do Sul.
Os dados confirmam, ainda assim, que o continente africano continua a atrair montantes consideráveis de capital estrangeiro, com Angola a manter-se como um dos principais pólos de atracção de investimento, sobretudo nos sectores petrolífero, energético e de infra-estruturas.



