O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) e o Fórum de Investidores Soberanos de África (ASIF) fizeram saber, através de um comunicado divulgado esta semana, que a 5.ª Reunião Anual do ASIF, que se encontrava marcada para os dias 5 a 7 de Julho do corrente ano, na cidade de Luanda, não se realizará na data prevista.
A decisão de adiar o encontro ficou a dever-se ao surto da Doença do Vírus Ébola que continua a afectar vários países da África Central e Oriental, com repercussões directas nas deslocações internacionais e nos alertas emitidos pelas autoridades sanitárias. O Comité Organizador entendeu ser sua obrigação zelar pela segurança de todos os participantes, tendo concluído que as circunstâncias actuais não reuniam as condições adequadas para a realização de um evento desta natureza e dimensão.
As organizações subscritoras do comunicado fizeram questão de esclarecer que Angola não se encontra entre os países atingidos pelo surto, acrescentando que a decisão tomada em nada reflecte qualquer limitação da capacidade do país anfitrião. A medida é apresentada como um acto de prudência e de sentido de responsabilidade perante os delegados internacionais convidados a participar no encontro.
O encontro prometia reunir uma constelação de figuras de peso do mundo das finanças e dos negócios africanos. Entre os oradores confirmados contavam-se Armando Manuel, presidente do FSDEA e anfitrião do evento, Noha Khalil, directora-geral do Fundo Soberano do Egipto, o Dr. Brook Taye, CEO da Ethiopia Investment Holdings, e Babacar Gning, director-geral do Fundo Soberano Senegalês FONSIS. Destaque ainda para a presença anunciada de Aliko Dangote, o homem mais rico de África e fundador do Dangote Group, que voltaria assim a Luanda pela segunda vez em carácter oficial, depois de em Novembro de 2024 ter sido recebido pelo Presidente João Lourenço, ocasião em que manifestou interesse em investir em sectores estratégicos da economia angolana, como o petróleo e gás, a agricultura e a indústria transformadora.
O ASIF, que reúne 17 instituições africanas de investimento soberano, afirmou manter intacto o seu propósito de fomentar a cooperação entre fundos soberanos do continente, a permuta de conhecimentos especializados e a afectação coordenada de capitais ao serviço do desenvolvimento estrutural de África.
O FSDEA reafirmou a sua intenção de acolher a edição em apreço, não tendo sido, contudo, fixada qualquer nova data para o efeito. As duas instituições garantiram que a agenda de trabalhos e os diálogos em curso prosseguirão sem interrupção nos próximos tempos.
Quaisquer informações adicionais serão oportunamente divulgadas através dos canais oficiais do ASIF e do FSDEA.



