As exportações portuguesas da indústria agroalimentar e de bebidas com destino a Angola registaram uma quebra de 4,9% nos primeiros três meses do ano, de acordo com dados compilados pela Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA), com base em informações do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal.
Segundo apurou a Líder, os números revelam um abrandamento nas trocas comerciais entre os dois países num sector historicamente relevante para a relação económica luso-angolana.
A tendência contrasta com o desempenho global do sector: as exportações da indústria alimentar e das bebidas alcançaram em 2024 um valor recorde de 8.190 milhões de euros. 
A União Europeia continua a ser o principal destino, absorvendo mais de dois terços do total das exportações, com Espanha, França, Brasil, Itália e Alemanha a concentrarem 63% das vendas externas da indústria alimentar e das bebidas portuguesa. 
A quebra registada no arranque do ano no mercado angolano poderá reflectir as actuais condicionantes da economia angolana, nomeadamente a pressão cambial, a diversificação das fontes de importação e os esforços de Angola para reforçar a produção nacional no sector alimentar.



