Luanda recebe, pela primeira vez, a Assembleia Anual do Fórum Africano dos Investidores Soberanos (ASIF), entre 5 e 7 de Julho, com a confirmação de um nome de peso entre os oradores principais: o nigeriano Aliko Dangote, apontado como o homem mais rico do continente. Junta-se a ele, também como orador principal, Samaila Zubairu, presidente executivo da Africa Finance Corporation.
A vinda de Dangote a Angola não é inédita. O magnata já tinha estado em Luanda a 26 de Novembro de 2024, numa visita que incluiu um encontro com o Presidente João Lourenço. Dessa reunião saíram sinais claros de interesse em reforçar a presença do grupo no país: o empresário falou em possíveis investimentos no petróleo e gás, na agricultura e na indústria, com destaque para açúcar e cimento, além de uma eventual participação no projecto da Refinaria do Lobito.
Mostrou-se ainda interessado em ampliar laços comerciais e em rentabilizar o gás angolano hoje desaproveitado. A sua presença na Assembleia do ASIF surge agora como nova ocasião para dar seguimento a essas conversas.
Com 69 anos, Dangote acumula uma fortuna calculada pela Forbes em 31,6 mil milhões de dólares — número que a Bloomberg eleva para 35,6 mil milhões.
À frente do conglomerado Dangote Group e da gigantesca refinaria de petróleo que leva o seu nome, o empresário lidera o maior grupo industrial da África Ocidental, a Dangote Industries Limited, da qual é fundador, presidente e director executivo. Criou também a Aliko Dangote Foundation, uma das principais instituições filantrópicas africanas, activa nas áreas da saúde, da educação, do apoio humanitário e do reforço de capacidades económicas.
O percurso empresarial de Dangote começou de forma modesta, em 1977, quando usou um empréstimo da família para fundar o negócio que hoje dá nome ao grupo, dedicado então à importação e venda de bens de primeira necessidade, arroz, açúcar, sal e farinha.
Foi alargando depois a actividade a áreas industriais de maior escala, como o cimento, os fertilizantes e a refinação petrolífera, apostas que ajudam a explicar o seu peso actual na economia nigeriana e africana.



