África: novos golpes de Estado no continente-berço

Texto: Redacção Líder

A instabilidade política e militar em África parece cada vez mais evidente e longe de terminar. A região da África Ocidental tem sido palco, desde 2020, de golpes de Estado no Mali, Burkina Faso, Níger e Guiné-Conacri.

Na Guiné-Bissau e na Serra Leoa, foram denunciadas tentativas falhadas de golpes de Estado.

Na Guiné-Bissau, por exemplo, o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, dissolveu o parlamento depois de ter denunciado uma “tentativa de golpe de Estado” após confrontos entre unidades das forças de segurança.

Já na Serra Leoa, o golpe de Estado falhado da madrugada de 26 de Novembro provocou uma onda de detenções: 37 soldados, 10 civis, quatro soldados dispensados do exército, cinco polícias no activo e um reformado. “Cinquenta e sete pessoas foram detidas desde o golpe de Estado falhado”, afirmou o vice-ministro da Informação, Keketoma Sandy, sem, no entanto, revelar os nomes dos líderes do golpe.

Já o Presidente da Serra Leoa, Julius Maada Bio, prometeu, recentemente, que a reacção aos acontecimentos seria ditada pelo “respeito pela lei”.

De acordo com informações publicadas pela imprensa internacional, um grupo de indivíduos atacou um arsenal militar, dois quartéis, duas prisões e duas esquadras da polícia, tendo confrontado as forças de segurança.

Só na capital, em Freetown, 21 pessoas morreram, entre elas 14 soldados, um polícia, um guarda prisional, um segurança, uma mulher e três assaltantes, informou o ministro da Informação, Chernor Bah.

Na sequência, a presidência em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), liderada por São Tomé e Príncipe, apelou ao respeito pelos princípios do Estado de direito democrático e da separação de poderes na Guiné-Bissau, num comunicado emitido pelo gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades daquele país, Gareth Haddad do Espírito Santo Guadalupe.

Segundo o documento, a CPLP acompanha com preocupação os recentes acontecimentos na Guiné-Bissau, envolvendo as forças de defesa e segurança daquele Estado-membro.

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