O eurobond angolano terminou a semana de 6 a 13 de maio em terreno positivo, com uma valorização de +0,431%, o único sinal de recuperação num quadro que, nos horizontes mais longos, permanece inteiramente negativo.
No mês, no ano e nos últimos doze meses, o título acumula perdas uniformes de -2,788%, o que sugere que a correção ocorreu de forma súbita e ainda não foi absorvida pelo mercado.
O intervalo de yields dos últimos doze meses é particularmente revelador. Angola oscilou entre um mínimo de 9,10% e um máximo de 14,75% — uma amplitude de mais de 560 pontos base que evidencia episódios de forte tensão nos mercados.
O nível atual de 8,05% representa uma compressão significativa face ao pico, mas ainda se mantém num território que reflete prémio de risco considerável.
Comparativamente, Angola situa-se numa posição intermédia no universo africano acompanhado: abaixo de Moçambique (14,73%) e Nigéria (14,60%), mas acima de emitentes como a Costa do Marfim (5,20%) ou a África do Sul (7,60%).



