O arquipélago das Ilhas Maurícias lançou o programa Golden Visa, destinado a captar investidores de elevado património líquido que procurem uma base estável em África para operar em sectores de alto crescimento.
O Governo das Ilhas Maurícias aprovou o programa a 10 de Abril, em sede de Conselho de Ministros. O esquema está limitado a 100 candidatos por ano e exige um investimento mínimo de um milhão de dólares americanos, a concretizar no prazo máximo de 12 meses após a chegada ao país. O visto, de entradas múltiplas, tem validade de até dois anos. A sua renovação implica um novo investimento, o que reforça o carácter dinâmico e contínuo do programa.
O Golden Visa das Ilhas Maurícias orienta o capital para áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional, nomeadamente fintech, inteligência artificial, biotecnologia, energias renováveis e serviços globais de tesouraria.
O primeiro-ministro Ramgoolam sublinhou a importância do programa para o crescimento do país e destacou a oportunidade que representa para os investidores se integrarem numa comunidade económica estável.
O programa distingue-se das demais opções já existentes nas Ilhas Maurícias pela facilidade de entrada. Para efeitos de comparação, a Autorização de Residência Permanente exige um património imobiliário de 500 mil dólares e tem validade de 20 anos, enquanto a Autorização de Ocupação arranca nos 50 mil dólares para empresas locais, com duração de dez anos.
O Golden Visa posiciona-se como uma solução intermédia, ideal para quem pretende testar o mercado antes de assumir compromissos de maior envergadura.
As Ilhas Maurícias ocupam o segundo lugar entre as nações mais ricas de África em termos de PIB per capita e lideram o continente no Índice Global da Paz de 2025, com uma pontuação de 1,546 — posição 23.ª a nível mundial e 18.º ano consecutivo como o país africano mais pacífico.
A economia das ilhas evoluiu da produção de açúcar para os sectores financeiro, turístico e industrial, sustentada por uma governação sólida e baixos índices de conflito. Estes factores tornam o arquipélago cada vez mais competitivo face a destinos como a Europa, os Estados Unidos, os Emirados Árabes Unidos e outros mercados africanos emergentes, como a África do Sul, a Etiópia e a Namíbia.
O programa Golden Visa sinaliza o esforço das Ilhas Maurícias em diversificar a economia e atrair capitais para sectores de futuro. Para os investidores, representa o acesso a uma base segura em África, com condições favoráveis para participar no crescimento dos sectores de fintech e energias renováveis.
Os que entrarem cedo estarão em posição privilegiada para influenciar os fluxos de capital de longo prazo nesta economia em evolução.



