Os principais índices da bolsa norte-americana abriram esta Terça-feira em terreno misto, num dia marcado por oscilações no preço do petróleo, ligadas ao conflito no Médio Oriente. O Brent, referência para as exportações angolanas, está a ser negociado perto dos 87,52 dólares, depois de ter tocado os 90 dólares ainda esta Terça-feira, num ambiente influenciado pelas mais recentes actualizações sobre a guerra: um projéctil atingiu um navio junto ao estreito de Bab el-Mandeb, ao largo do Iémen, e os EUA e o Irão estão “perto de um acordo”, segundo o Paquistão.
“Não sabemos quando, ou se, um acordo de paz vai acontecer. É preciso focarmo-nos no que fundamentalmente move a economia: a rentabilidade das empresas, que este ano tem sido excepcional”, afirmou Anastasia Amoroso, estratega-chefe de investimento na Partners Group, à Bloomberg TV.
Neste âmbito, o Dow Jones está a subir 0,19% e o S&P500 está praticamente inalterado (+0,04%), enquanto o Nasdaq Composite recua 0,17%.
A Intel, que colocou recentemente à venda acções no valor de 20 mil milhões de dólares (cerca de 17,3 mil milhões de euros), depois de reforçar a operação, inicialmente prevista em 15 mil milhões, abre a sessão a cair 0,68%, depois de ter perdido 4,06% na véspera. A SpaceX também recua, neste caso, 2,64%.
Os mercados estão atentos aos dados da inflação dos EUA, a divulgar na Quarta-feira, que poderão influenciar a política de juros da Reserva Federal (Fed). Os números do emprego divulgados na semana passada, que mostraram uma contracção do mercado de trabalho, já tinham gerado optimismo quanto a um possível alívio da pressão inflacionista por parte da Fed.
Em simultâneo, a onda de investimento das grandes tecnológicas continua. Além da Intel, a Nvidia (+1,32%) prepara um pacote de financiamento de 500 mil milhões de dólares (cerca de 433 mil milhões de euros) junto de bancos de Wall Street.
As empresas do S&P 500 caminham para um crescimento dos lucros de cerca de 32% no segundo trimestre, depois dos 30% registados no trimestre anterior, segundo a Bloomberg Intelligence, com os dois trimestres seguintes a apontarem para ganhos superiores a 20%. Sequências deste género são pouco comuns: contam-se apenas 10 desde 1936, segundo estrategas do Bank of America liderados por Savita Subramanian, citados pela Bloomberg.



