Concluída a alienação dos activos do Standard Bank, prevista para os próximos 90 dias, o Programa de Privatizações (PROPRIV) avança para uma participação minoritária de 1,4 por cento no Banco Comercial Angolano (BCA), seguindo-se a Angola Telecom, a Nova Cimangola e as restantes empresas inscritas na lista de privatizações.
A garantia foi dada pelo presidente do conselho de administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Álvaro Fernão, à margem da reunião da Comissão Nacional Interministerial para a implementação do PROPRIV, realizada esta quinta-feira, dia 30.
“Prevemos concluir nos próximos 90 dias os activos do Standard Bank, seguido de uma participação minoritária de 1,4 por cento no BCA, Angola Telecom, Nova Cimangola e demais empresas que constam da lista de privatizações”, afirmou o gestor.
Relativamente ao Standard Bank, o responsável do IGAPE precisou estar a ser ultimado o prospecto da operação, documento que será submetido, em seguida, aos reguladores competentes para aprovação.
Álvaro Fernão reiterou os termos fixados por Decreto Presidencial, segundo os quais 10 por cento do capital social será colocado em bolsa, cabendo os restantes 24 por cento a um parceiro estratégico.
Entre os principais activos já alienados no âmbito do PROPRIV contam-se as participações do Estado no Banco Angolano de Investimentos (BAI), no Caixa Angola e no Banco de Comércio e Indústria (BCI), bem como a recente Oferta Pública Inicial de 15 por cento do capital da Unitel, concluída este mês na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA). Ao todo, o programa soma já mais de 120 activos privatizados desde o seu arranque, em 2019.
Para além do Standard Bank, do BCA e da Angola Telecom, o Governo pretende ainda concluir, até às eleições gerais de 2027, a alienação da Endiama, da TAAG por concurso público, da TV Zimbo, do Grupo MediaNova e da Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo.
Já a Sonangol, apontada como o maior activo do Estado, viu o seu processo de privatização adiado, devido à complexidade da preparação para a abertura de capital em bolsa.
O gestor adiantou ainda que o processo de privatizações já em curso permitiu, até à data, a criação de mais de sete mil postos de trabalho directos.
Não obstante uma taxa de incumprimento contratual na ordem dos 12 por cento, Álvaro Fernão assegurou que os referidos postos de trabalho continuarão enquadrados quer nas unidades fabris alienadas, quer nas empresas privatizadas.
“O PROPRIV contribui para a dinamização do mercado accionista em Angola”, concluiu o responsável.
Refira-se que, entre 2023 e 2026, a alienação de diversos activos do Estado, no quadro do PROPRIV, permitiu angariar cerca de 1,58 biliões de kwanzas para os cofres públicos.



