O Banco Angolano de Investimentos fechou o primeiro trimestre de 2026 com activos totais de 5.188.967 milhões de kwanzas, ultrapassando a barreira dos 5 biliões e reafirmando a sua posição como o maior banco do país em todas as categorias analisadas — activos, crédito, depósitos, fundos próprios e lucros.
Com 62.167 milhões de kwanzas em lucros e 3.786.200 milhões em depósitos, o BAI distancia-se da concorrência num sector onde a concentração no topo é cada vez mais evidente.
No crédito, lidera igualmente com 1.382.579 milhões de kwanzas, num sinal de que a instituição mantém uma posição dominante tanto na captação de poupança como no financiamento da economia.
O BFA surge como o adversário mais directo, com 4.373.068 milhões em activos e 58.019 milhões em lucros. É o único banco a disputar a liderança do BAI numa categoria específica — a de títulos e valores mobiliários, onde regista 2.012.552 milhões de kwanzas contra 1.987.356 milhões do líder.
Abaixo do duo dominante, o BMA, o BIC e o SBA compõem a segunda linha do sector, com activos entre os 2,3 e os 2,5 biliões de kwanzas. O SBA destaca-se como o terceiro banco mais lucrativo do trimestre, com 37.205 milhões de kwanzas.
No extremo oposto, o BE encerra o período com fundos próprios negativos de -639.450 milhões de kwanzas e prejuízos de -2.880 milhões — um retrato que contrasta com a solidez dos líderes e que sublinha as assimetrias persistentes no interior do sistema bancário angolano.



