Há percursos que não se limitam a construir empresas — constroem referências. Olga Albuquerque é um desses casos. Ao longo de cinco décadas, transformou uma visão nascida em Cabinda numa liderança que hoje molda o sector tecnológico angolano.
À frente da NCR Angola como Presidente do Conselho de Administração, e com a Fundação Cuerama como expressão do seu compromisso com as pessoas, Olga Albuquerque prova que é possível liderar com excelência e servir com propósito — ao mesmo tempo.
A NCR Angola é hoje muito mais do que uma empresa — é um pilar da modernização tecnológica do país. Com raízes que remontam a 1957, quando operava como subsidiária da norte-americana NCR Corporation, a empresa foi adquirida em 1995 por investidores nacionais, iniciando uma nova era de crescimento e afirmação angolana.
Actua em duas frentes complementares: no retalho, com uma rede de nove lojas em Luanda e presença em Cabinda, com entrega nas 18 capitais de província em três a cinco dias úteis e em até 24 horas em Luanda; e no segmento corporativo, através da NCR Corporate, que serve a banca, as petrolíferas e o Estado como principais clientes no segmento de grandes empresas.
Certificada pela norma ISO 9001:2015 desde 2021, distinguida pela HP com prémios de excelência em África, a NCR Angola deu em 2025 um passo histórico com o lançamento do SACWEB — o primeiro ERP desenvolvido integralmente em Angola —, afirmando-se como motor de transformação digital no país.
Mas o seu impacto não se esgota nos negócios. Entre 2016 e 2024, Olga Albuquerque presidiu à Federação Angolana de Desportos Náuticos, levando Angola ao mundo através das modalidades náuticas.
Fundou a Fundação Cuerama com uma missão clara: chegar onde mais se precisa, nas áreas da educação, saúde, sustentabilidade comunitária e desenvolvimento rural.
Uma missão que não passou despercebida — em 2024, a Forbes distinguiu a Fundação Cuerama na categoria Heróis Anónimos, e em 2025, Olga Albuquerque foi reconhecida entre as 100 Mulheres Mais Influentes em Angola pela revista O Telegrama.
Cinco décadas depois dos primeiros passos, a sua história continua a ser escrita — e Angola é melhor por isso.



