À frente do Emerald Group desde a sua fundação, N’Gunu Tiny preside a um grupo de investimento diversificado, com sede no Dubai e escritórios em Londres, Lisboa, Luanda, Singapura e Hong Kong, actuando nos sectores financeiro, energético, de recursos naturais, media e imobiliário.
Licenciado em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, iniciou a carreira em Luanda prestando consultoria jurídica à Sonangol, tendo obtido a cidadania angolana em 2010.
No sector hoteleiro, é um dos dois accionistas maioritários do Meliá Angola, hotel de cinco estrelas com 250 quartos em construção no Complexo Waterfalls, em Luanda, em parceria com o International Business Group e com gestão a cargo do grupo português Hoti Hotéis, com abertura prevista para 2028.
Em abril de 2026, juntou-se ao conselho de administração do Grupo Casais, empresa portuguesa de construção e engenharia, como administrador não executivo.
No sector dos media, é proprietário, através da Media9Par, do Jornal Económico e da Forbes África Lusófona — as duas entidades por trás do Doing Business Angola, o principal fórum de negócios entre Angola e Portugal.
Realizado anualmente em Lisboa, o evento reúne o que de mais relevante existe na economia angolana: ministros, presidentes de conselhos de administração de empresas, investidores e decisores políticos, para debater privatizações, cooperação bilateral e os principais sectores estratégicos do país.
Através desta plataforma, N’Gunu Tiny posiciona-se não apenas como investidor, mas como um dos principais promotores do diálogo económico entre os dois países.
A trajectória de N’Gunu Tiny tem sido também acompanhada por controvérsia em determinados sectores da imprensa angolana e são-tomense.
Em 2010, um advogado são-tomense acusou N’Gunu Tiny e a sua família de se terem beneficiado indevidamente de fundos da Sonangol destinados a projectos em São Tomé e Príncipe, num caso ligado a um alegado contrato de compra e venda de ações da petrolífera ENCO. Não é do conhecimento público qualquer condenação judicial associada a estas acusações.
Devido à sua proximidade com círculos do poder angolano — nomeadamente através da relação profissional com Carlos Feijó, ex-chefe da Casa Civil de José Eduardo dos Santos — chegou a ser descrito em meios diplomáticos, como um “novo Pierre Falcone”, numa alusão ao escândalo internacional conhecido como Angolagate.
Em 2018, foi ouvido como testemunha (não arguido) no julgamento da Operação Fizz, processo de corrupção envolvendo o ex-vice-presidente angolano Manuel Vicente, tendo invocado sigilo profissional para não responder a várias questões sobre a identidade de determinados intervenientes.
Mais recentemente, em 2026, órgãos de imprensa em Angola noticiaram, de forma crítica, a sua contratação para gerir bolsas de estudo financiadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), através de uma empresa sua sediada no Dubai — enquadrando o caso dentro de uma narrativa mais ampla sobre proximidade entre empresários estrangeiros e elites do MPLA.



