O Banco de Poupança e Crédito (BPC) apurou um resultado líquido de 3,75 mil milhões de kwanzas no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 261,7% face aos 1,04 mil milhões de kwanzas obtidos no primeiro trimestre do ano.
Os dados constam dos balancetes trimestrais divulgados pela instituição ao abrigo do Aviso n.º 15/07 do Banco Nacional de Angola (BNA), consultados pela Líder Magazine.
O cálculo resulta da comparação entre o resultado acumulado no final de Março, de 1,04 mil milhões de kwanzas, e o resultado acumulado no final de Junho, de 4,79 mil milhões de kwanzas, evidenciando uma aceleração acentuada da rendibilidade do banco entre os dois trimestres.
A expansão dos lucros acompanhou um crescimento também mais robusto do balanço no segundo trimestre. O activo do BPC cresceu 8,29% entre Abril e Junho, para 1,884 biliões de kwanzas, superando a variação de 4,41% registada no primeiro trimestre, quando o activo tinha avançado de 1,666 para 1,740 biliões de kwanzas.
O reforço mais recente foi impulsionado sobretudo pelo forte aumento das aplicações em bancos centrais e outras instituições de crédito, que quase duplicaram, dos 50,7 mil milhões para os 99,4 mil milhões de kwanzas.
O passivo seguiu uma trajectória semelhante, com um crescimento de 9,87% no segundo trimestre, para 1,592 biliões de kwanzas, acima dos 5,05% registados no trimestre anterior. Os recursos de clientes e outros empréstimos, principal fonte de financiamento do banco, mantiveram-se como o motor desta evolução em ambos os períodos.
Os fundos próprios, que tinham crescido 2,65% no primeiro trimestre, para 289,7 mil milhões de kwanzas, inverteram a tendência no segundo trimestre, recuando ligeiramente 0,87%, para 287,1 mil milhões de kwanzas — uma variação que, tendo em conta o forte crescimento dos resultados no mesmo período, poderá reflectir ajustamentos às reservas ou distribuições realizadas no trimestre.
O capital social manteve-se inalterado nos dois períodos, em 1,242 biliões de kwanzas



