Nelson Carrinho, CEO do Grupo Carrinho, subiu ao palco da Cimeira África Forword, em Nairobi, no Quénia, com um anúncio que coloca Angola no centro do mapa do agronegócio africano: um investimento de 1.100 milhões de dólares aplicados em diversas áreas do país, com destaque para a rede de silos espalhados ao longo do Corredor do Lobito e pelas províncias mais produtivas de Angola.
O anúncio foi feito perante parceiros franceses e africanos, a quem o empresário apresentou também os projectos já em funcionamento no país — uma refinaria de açúcar, uma extrusora de soja e um terminal graneleiro no Lobito — como prova de que o grupo não faz apenas promessas. Faz obras.
Na cimeira, Nelson Carrinho foi além dos números. Defendeu com convicção a adesão imediata de Angola ao acordo da SADC como condição essencial para avançar rumo ao livre comércio à escala continental, reiterando que as economias africanas partilham os mesmos desafios e que só a cooperação entre países permitirá superá-los.
O empresário revelou ainda uma visão social que distingue o Grupo Carrinho de outros gigantes do sector: a ambição de construir uma estrutura capaz de identificar produtores rurais que vivem abaixo da linha da pobreza extrema, integrá-los no ecossistema empresarial, dar-lhes formação e acesso ao crédito — transformando-os em empreendedores autossuficientes, cuja alimentação dependa do próprio esforço e não da ajuda externa.
“Acredito que, se existir mudança em África, essa mudança vai começar a partir do sector primário e os produtores familiares são a base dessa alteração.”
Com este anúncio, o Grupo Carrinho — maior grupo industrial do sector alimentar em Angola, com 17 fábricas, presença em mais de 100 municípios e uma rede de lojas em expansão por todo o país — reafirma a sua posição como motor do desenvolvimento angolano e lança um sinal claro: o destino é África. O horizonte é 2030.



