A ANDA, descrita como o maior serviço de transporte por aplicativo de Angola, anunciou o reforço da sua frota com 50 novas viaturas Changan Automobile, em parceria com a DAIMIC.
A iniciativa reforça o posicionamento da plataforma num mercado de mobilidade urbana que continua a ser um dos maiores desafios estruturais de Luanda — uma cidade onde a mobilidade representa o principal “calcanhar de Aquiles” do seu Plano Director Metropolitano, com défice crónico de transportes públicos e uma dependência histórica de soluções informais. 
A ANDA opera com um modelo que vai além do simples serviço de transporte. A empresa combina mobilidade, financiamento de activos e inclusão financeira, operando com motas, tuk-tuks e automóveis, e permitindo que pilotos e motoristas adquiram os activos através de contratos que culminam na sua propriedade — apostando também na educação financeira dos seus parceiros e em tecnologia de monitorização e soluções digitais de pagamento. 
O reforço com as 50 viaturas Changan não é a primeira aposta da ANDA na diversificação e expansão da frota. A empresa lançou recentemente a categoria Comfort Plus, em parceria com a TDA e a Renault, procurando responder à crescente procura por experiências de transporte mais diferenciadas e alinhadas a padrões elevados de qualidade.
 A entrada das viaturas Changan representa agora um novo patamar nessa estratégia, com a DAIMIC a assumir o papel de parceiro fornecedor nesta fase de expansão.
A ANDA prepara ainda a expansão para outros mercados, incluindo a República Democrática do Congo, com foco em mobilidade eléctrica  — um sinal de que a ambição da plataforma ultrapassa as fronteiras angolanas e aponta para um posicionamento regional de referência no sector da mobilidade urbana africana.
Em Luanda, onde o Metro de Superfície ainda não arrancou e as soluções de transporte público integrado continuam a tardar , iniciativas privadas como a da ANDA ganham relevância crescente.
Com mais capacidade, mais conforto e uma frota renovada nas ruas da capital, a plataforma continua a preencher um vazio estrutural — movendo diariamente comunidades que o Estado ainda não consegue servir com eficiência.



