Comissão Europeia actualiza a relação de companhias aéreas proibidas de voar no espaço comunitário. Angola mantém sete transportadoras impedidas, mas a TAAG obtém autorização para voar com os seus novos Boeing 787.
A Comissão Europeia procedeu, recentemente, a mais uma actualização da chamada “lista negra” da aviação civil, o rol de companhias aéreas às quais é vedado o acesso ao espaço aéreo comunitário por deficiências consideradas graves em matéria de segurança.
Na sua versão mais recente, o documento inclui 154 transportadoras proibidas na íntegra e mais 22 sujeitas a restrições de operação, num total de dezasseis países, com particular incidência em África e na Ásia.
Angola figura, uma vez mais, entre os países visados. Das nove companhias angolanas registadas, sete permanecem interditas de sobrevoar ou aterrar em território da União. Trata-se de uma situação que se arrasta há largos anos e que resulta, segundo Bruxelas, da fiscalização ainda insuficiente exercida pelas autoridades aeronáuticas angolanas sobre o conjunto do sector.
Há, porém, uma excepção notável, que constitui a verdadeira novidade desta actualização: a TAAG — Linhas Aéreas de Angola, transportadora bandeira do país, continua autorizada a operar para a Europa, ainda que sob determinadas condições técnicas. E mais: a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) acaba de dar luz verde à companhia para que esta opere, na rota entre Luanda e Lisboa, os seus novos aparelhos Boeing 787-9 Dreamliner, que passarão a somar-se aos Boeing 777-300ER actualmente utilizados nos catorze voos semanais que ligam as duas capitais.
Recorde-se que a TAAG já conheceu tempos difíceis face às autoridades europeias. Proibida de voar para a União em 2007, na sequência de sucessivos incidentes com a sua frota, a companhia só viria a reconquistar o acesso ao espaço aéreo comunitário dois anos volvidos, e mesmo assim de forma condicionada à utilização exclusiva de determinados modelos de aeronave.
O actual desfecho — autorização para operar com uma das aeronaves mais modernas do mercado — representa, pois, um sinal assinalável da evolução registada pela companhia em matéria de segurança e manutenção.
A par da TAAG, apenas mais uma transportadora angolana escapa à proibição total — a Heli Malongo —, permanecendo as restantes sete sob interdição. São elas a Aerojet, a Air Jet, a Guicango, a Heliang, a SJL, a Sonair — braço aéreo do grupo petrolífero estatal Sonangol — e a Bestfly, sob a designação “Bestflya Aircraft Management” constante do documento comunitário.



