Filipe Huambo enaltece as equipas comerciais e de distribuição pelo trabalho de levar produtos nacionais a diferentes canais e segmentos
Durante uma viagem da companhia aérea nacional TAAG, no trajecto Dundo (Lunda-Norte) — Luanda, o especialista em Marketing Estratégico e Operacional Filipe Huambo deparou-se com um cenário que o motivou a partilhar uma reflexão com os seus seguidores: as bolachas Gira a serem servidas a bordo aos passageiros.
Não é caso isolado.
A prática tem sido recorrente noutras empresas de transporte, como a Huambo Express, revelando uma estratégia sólida de distribuição que coloca os produtos nacionais no quotidiano dos angolanos — seja qual for o canal, o segmento ou a classe.
O gigante por detrás da bolacha Gira
A bolacha Gira é um dos produtos de
bandeira do Grupo Carrinho, o maior grupo industrial do sector alimentar de Angola, empresa familiar e 100% angolana, com sede em Benguela.
O seu complexo industrial conta com 17 fábricas — 15 de vocação alimentar e duas não-alimentares — de onde saem mais de 20 bens de consumo que abastecem os mercados de norte a sul do país.
Do portfólio do Grupo Carrinho fazem parte arroz, farinha de milho e de trigo, massas alimentícias, biscoitos, óleo alimentar, maionese, margarina, ketchup, cereais, leite condensado, papas lácteas, rebuçados, sabão e até noodles — massa instantânea produzida em solo angolano a preços competitivos. As marcas mais conhecidas do grupo são a Tio Lucas, Gira, Kipão, B! e Kitandeira, entre outras.
Os guerreiros que levam o produto ao consumidor
Para Filipe Huambo, ver as bolachas Gira a ser distribuídas dentro de um avião da TAAG é mais do que um momento de satisfação pessoal — é o reconhecimento de um trabalho que muitas vezes passa despercebido: o das equipas Comercial e de Distribuição.
“São os verdadeiros protagonistas pelas nossas marcas e produtos estarem presentes na vida do consumidor nos diferentes canais, segmentos, rotinas e classes”, afirmou o especialista.
Mesmo trabalhando no departamento de Marketing da própria marca, Filipe Huambo foi claro ao reconhecer os limites da sua área: “Apesar de trabalhar no Marketing da mesma marca, sei que nem tudo é sobre Marketing. Sem os guerreiros que levam o teu produto até ao consumidor final, serão só KPIs a nível de presença visual, alcance no digital e Branding.”
A lição que fica
A mensagem de Filipe Huambo é um recado directo ao mercado angolano: uma marca forte não se constrói apenas com campanhas e imagem. A força de vendas e a distribuição são o elo que transforma estratégia em resultados concretos.
E a conclusão é simples: “Faltará algo que realmente importa — Números.”


