As exportações de mercadorias angolanas cresceram 10% no primeiro trimestre de 2026, passando de 7.899,5 milhões para 8.699,5 milhões de dólares, um aumento de 800 milhões de dólares face ao período homólogo, segundo dados do Banco Nacional de Angola (BNA).
As importações registaram uma subida mais modesta de 2%, totalizando 3.799,2 milhões de dólares, mais 57 milhões do que nos primeiros três meses do ano anterior. No total, as trocas comerciais entre Angola e o resto do mundo avançaram 7%, de 11.641,7 milhões para 12.498,7 milhões de dólares.
O crescimento das exportações foi impulsionado pelo sector petrolífero, com as vendas de petróleo bruto a subirem 11% para 7.149,6 milhões de dólares, mais 653,6 milhões face ao mesmo período de 2025. O desempenho não resultou, porém, de maior produção — a extração de crude continuou em queda, sendo os ganhos explicados pela valorização dos preços internacionais.
Fora do petróleo, os números revelam uma economia pouco diversificada. As exportações de máquinas e equipamentos, materiais de construção e bens alimentares totalizaram apenas 179,4 milhões de dólares, o equivalente a 2% das exportações totais. Ainda mais expressiva é a fragilidade do sector agrícola e florestal, que exportou cerca de 500 mil dólares no trimestre — um valor residual numa economia de quase 9 mil milhões em vendas ao exterior.



