Ângelo Gama, Presidente da Comissão Executiva da Angola Cables, protagonizou, ao longo de 2026, um dos percursos mais notáveis do sector das telecomunicações angolanas, consolidando o papel do país enquanto plataforma estratégica de conectividade digital entre continentes.
Em Abril, o gestor foi distinguido com o Prémio Liderança da AICEP – Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa, num reconhecimento à sua visão estratégica e ao trabalho de transformação empreendido na Angola Cables, empresa que, sob a sua condução, evoluiu de simples operador grossista de internet para um dos operadores internacionais de infra-estruturas digitais mais dinâmicos de África, com presença consolidada em quatro continentes.
Volvido um mês, em Maio, a Angola Cables anunciou, em Washington DC, uma parceria estratégica com a operadora norte-americana Uniti Wholesale, através da qual os sistemas de cabos submarinos SACS, MONET e WACS, geridos pela empresa angolana, passam a estar directamente ligados à extensa rede de fibra óptica terrestre da Uniti nos Estados Unidos, a qual abrange mais de 300 mercados metropolitanos e cerca de 386 mil quilómetros de infra-estrutura.
Segundo o próprio Ângelo Gama, o acordo agora firmado trará benefícios directos para operadoras, empresas e fornecedores de conteúdos em África, na América Latina, no Médio Oriente e na Europa, na medida em que facilita o acesso a soluções avançadas de conectividade, das quais se destacam os serviços de alta capacidade, o trânsito IP, o acesso local, a fibra escura e a colocação, reforçando, desta forma, o ecossistema digital do Atlântico Sul.
Sob a liderança de Gama desde 2020, a Angola Cables tornou-se o operador mais interligado de África e do espaço da CPLP, sendo responsável por cerca de 70% da conectividade do continente africano, para além de ser a única empresa africana integrada no Top 100 mundial de operadores de interconectividade global.
Engenheiro electrotécnico e de computadores, formado pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, Ângelo Gama soma mais de duas décadas de experiência no sector das tecnologias de informação e das telecomunicações, percurso que, ao longo de 2026, veio colocar definitivamente Angola no mapa das infra-estruturas digitais globais.



