Volvida mais de uma década a contribuir para a gestão das finanças públicas angolanas e internacionais, Djaima da Costa Morais assume, desde Abril de 2026, o cargo de Finance Capital Markets Products Team Leader no BNP Paribas, em Lisboa, naquela que constitui a mais recente etapa de uma trajectória sólida no universo das finanças públicas e privadas.
Economista formada pela University of Westminster, Djaima construiu o seu percurso profissional em torno de dois eixos fundamentais: a estatística financeira governamental e a gestão de risco corporativo.
Iniciou a carreira em Angola, onde passou pela Fundação Sagrada Esperança e pela Sonangol, na qualidade de Financial Controller, antes de ingressar no Ministério das Finanças, instituição na qual viria a chefiar o departamento de Estudos e Estatística.
Em 2018, a economista angolana deu o salto internacional, ao integrar o Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington DC, onde exerceu, primeiramente, funções de Economist e, a partir de 2022, de Government Finance Statistics Expert, cargo através do qual prestou apoio analítico a países de baixo rendimento em África, com particular incidência na investigação orientada para políticas públicas e em publicações de carácter estatístico.
Ao longo de mais de 12 anos de carreira, Djaima da Costa Morais consolidou uma sólida experiência em matéria de questões fiscais e estatísticas, aliando as suas capacidades quantitativas no domínio da ciência de dados à análise financeira, num percurso já amplamente reconhecido pelas suas contribuições técnicas em ambientes de trabalho remoto e multicultural.
A recente mudança para o BNP Paribas assinala, de resto, a sua entrada definitiva no sector bancário privado europeu. Refira-se que a economista angolana já vinha, desde 2023, a reforçar a sua ligação ao banco francês, tendo ocupado os cargos de Finance Capital Markets Senior Controller e, posteriormente, de Finance Capital Markets Products Supervisor, antes de assumir a actual liderança de equipa.
A ascensão de Djaima da Costa Morais espelha, assim, o percurso de uma nova geração de profissionais angolanos que tem vindo a conquistar o seu espaço em instituições financeiras internacionais de referência, contribuindo para elevar o nome de Angola nos principais fóruns técnicos e de decisão a nível mundial.



