A presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Petróleo, Gás e Minerais de Angola, Isabel Fonseca, afirmou esta quarta-feira, na província de Icolo e Bengo, que os projectos estruturantes nos sectores do petróleo, gás e mineração têm potencial para transformar Angola numa potência africana, destacando o Corredor do Lobito como peça-chave para o comércio e a integração regional.
A declaração foi feita à margem da 41.ª edição da Feira Internacional de Angola (FILDA), onde a Câmara promoveu um encontro técnico organizado em três painéis: “Energia no sector do Oil & Gás e energias renováveis”, “Mineração” e “Asseguramento do investimento com a banca, seguradoras e tecnologias”.
A iniciativa procurou articular o certame de negócios com as actividades regulares da instituição.
Segundo a Angop, o encontro juntou agências públicas, operadores económicos e empresas de conteúdo local, funcionando como espaço de diálogo sobre o sector extractivo.
Segundo Isabel Fonseca, a FILDA conseguiu reunir três áreas estratégicas da economia num só ambiente de negócios, contando ainda com a participação de delegações da República Democrática do Congo e da Zâmbia.
A responsável anunciou também que a Câmara vai organizar, em Outubro, uma conferência sobre ambiente e desenvolvimento do sector mineiro, com vista a aprofundar o debate sobre a exploração sustentável dos recursos minerais.
Na sua intervenção, sublinhou que o avanço dos projectos estruturantes nas áreas do petróleo, gás e mineração coloca Angola em posição de se afirmar como potência africana, destacando em particular o papel do Corredor do Lobito no escoamento de mercadorias vindas da Zâmbia e da RDC.
Durante o encontro, as agências responsáveis pela facilitação do transporte terrestre entre Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo apresentaram as oportunidades associadas ao Corredor do Lobito, notando que o seu impacto ultrapassa o sector extractivo e se estende ao turismo, à agricultura e à logística.



