Um Contrato de Concessão de Uso Privativo do Terminal de Apoio à Indústria Petrolífera do Porto do Lobito foi celebrado esta terça-feira, 24 de Fevereiro/26, em Luanda, garantindo à Sonamet Industrial, a gestão da infra-estrutura por mais 25 anos.
O Contrato foi rubricado entre a Empresa Portuária do Lobito e a Sonamet Industrial, numa cerimónia realizada no Hotel Intercontinental Luanda Miramar, e reuniu responsáveis institucionais e representantes do sector portuário e petrolifero.
A assinatura formaliza a renovação da concessão do terminal, inserido na zona portuária sob jurisdição do Porto do Lobito.
O novo contrato define as bases jurídicas e operacionais da concessão, no quadro do modelo de “PortoSenhorio”, adoptado pela Autoridade Portuária. Neste regime, o Porto mantém funções de regulação, fiscalização e coordenação, enquanto o concessionário assume a responsabilidade pela exploração industrial e logística do espaço.
Com uma área total de 762.613 metros quadrados e 323 metros de cais acostável, o Terminal de Apoio à Indústria Petrolífera consolida-se como plataforma estratégica para operações ligadas à construção de estruturas metálicas e plataformas de suporte à actividade petrolífera, em conformidade com a legislação marítima e o regime geral das concessões portuárias.
Nos termos acordados, a Sonamet deverá executar um plano de investimentos destinado à modernização das infra-estruturas, reforço da capacidade técnica e melhoria contínua dos padrões de segurança, ambiente e qualidade. O documento prevê igualmente medidas de promoção do conteúdo local e de valorização da mão-de-obra nacional.
Sediada no Lobito, a Sonamet Industrial foi criada em 1998 como uma Joint Venture entre a Subsea 7, a Sonangol Holdings e a WAPO International.
A Empresa dedica-se à prestação de serviços relacionados com a fabricação de estruturas metálicas para suporte à indústria de Oil & Gas e de serviços de inspecção para projectos no mesmo sector.
No âmbito do PROPRIV, a Sonamet iniciou o seu processo de privatização em 2020, que consistirá na alienação da participação social através de um Concurso Público.


