Os accionistas da TotalEnergies aprovaram por ampla maioria, na assembleia geral de 29 de Maio, o levantamento dos limites de idade para os cargos de presidente do conselho de administração e de CEO.
A decisão garante a continuidade de Patrick Pouyanné à frente da petrolífera francesa por mais oito anos, até 2033. Pouyanné lidera a TotalEnergies desde finais de 2014 e é o principal responsável pela estratégia de crescimento do grupo até 2030, assente na expansão das energias renováveis e na produção de electricidade a gás natural, em paralelo com a manutenção das actividades tradicionais de exploração e produção de petróleo e gás.
A renovação do mandato acontece num momento em que Angola ocupa um lugar central na estratégia offshore da empresa. Em 2025, a TotalEnergies alargou o seu portfólio de produção em Angola com o arranque dos desenvolvimentos offshore Begonia e CLOV Fase 3, que em conjunto acrescentaram cerca de 60 000 barris por dia à produção do país.  A empresa afirmou que estes projectos reflectem uma estratégia de equilíbrio entre novas oportunidades de exploração e a requalificação e optimização das infra-estruturas existentes em águas profundas. 
No horizonte, o projecto mais ambicioso é o Kaminho, na Bacia do Kwanza. A TotalEnergies e os seus parceiros no Bloco 20/11 — a Petronas, com 40% de participação, e a Sonangol, com 20% — aprovaram a Decisão Final de Investimento para os campos Cameia e Golfinho, avaliados em seis mil milhões de dólares.
O projecto prevê uma unidade FPSO com capacidade para processar 70 000 barris por dia, e a produção está programada para iniciar em 2028.  Será a sétima FPSO da TotalEnergies em Angola e o primeiro grande desenvolvimento offshore na Bacia do Kwanza. A empresa assinou ainda um acordo de princípios com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis para a extensão da licença do Bloco 32 até 2043. 
A permanência de Pouyanné consolida a continuidade de uma liderança que tem feito de Angola um dos pilares do crescimento upstream do grupo a nível global.
Quem é Patrick Pouyanné
Licenciado pela École Polytechnique e engenheiro-chefe do Corps des Mines de França, Pouyanné iniciou a carreira entre 1989 e 1996 em cargos administrativos no Ministério da Indústria e em gabinetes ministeriais em França.
 Ingressou na TotalEnergies em Janeiro de 1997 — e o seu primeiro posto foi precisamente em Angola, como director administrativo da divisão de Exploração e Produção, antes de seguir para o Qatar.
Desde que assumiu a liderança, conduziu a empresa por uma transformação assente nas energias renováveis, na neutralidade carbónica e na cooperação industrial, com investimentos de vários milhares de milhões de euros em energia eólica offshore, solar e biocombustíveis. 
Para além da TotalEnergies, preside à associação francesa Entreprises pour l’Environnement e à Alliance pour l’Education, e é membro do conselho de administração da Capgemini e da École Polytechnique. 



