Há mais de duas décadas que Katila Tati conhece por dentro o sector petrolífero angolano. Desde 2024 é Country Manager da Afentra plc em Angola, e é no seu mandato que a petrolífera britânica deixa de ser um mero sócio minoritário e passa a operadora.
O percurso começou na advocacia, como advogada estagiária na Miranda & Associados. Seguiram-se cargos de direcção nas áreas jurídica, regulatória e comercial na Chevron e, depois, na Tullow Angola B.V., onde chegou a Directora Nacional Adjunta. Antes da nomeação, foi Consultora Externa da Afentra e acompanhou a entrada da empresa no País e nos Blocos 3/05 e 3/05A.
Os marcos acumulam-se desde então. Em Julho de 2024 foi assinado o contrato do bloco terrestre KON 19, na Bacia do Kwanza. Em Fevereiro de 2025, um decreto presidencial atribuiu à empresa 45% do vizinho KON 15, como sócio não operador ao lado da Sonangol.
Em Junho do mesmo ano, a Afentra acordou com a Maurel & Prom a compra conjunta da posição da Etu Energias nos Blocos 3/05 e 3/05A, o que eleva a sua quota para 30% e 21,33%, respectivamente.
O salto qualitativo chegou em Outubro de 2025. Um decreto presidencial validou o contrato de serviço com risco para o Bloco 3/24, uma área marítima de 545 km² onde a Afentra é operadora, com 40%, ao lado da Maurel & Prom (40%) e da Sonangol (20%). Em Maio de 2026, a empresa repetiu a fórmula em terra e assinou o contrato do KON 4, que vai operar com 35%.
No terreno, o ritmo também acelerou. Na Bacia do Kwanza, arrancou a aquisição de dados gravimétricos sobre os blocos KON 4, KON 15 e KON 19. No mar, estão em perfuração os poços Pacassa SW e Impala-2, ambos com custos suportados pela Sonangol, e o primeiro óleo está previsto para o segundo semestre.
No primeiro semestre de 2026, a Afentra registou receitas de 91 milhões de dólares e uma produção de 5.777 barris por dia.
Com mestrado em Direito Marítimo Internacional, Katila Tati junta o rigor jurídico à experiência na gestão de partes interessadas e em projectos a montante. Tornou-se também uma das vozes mais activas na defesa da liderança feminina num sector historicamente masculino.



