A carteira de investimentos alternativos do Fundo Soberano de Angola (FSDEA) encerrou 2025 com um justo valor agregado de 881 234 mil USD, mais do que o dobro dos 317 388 mil USD registados no final de 2024.
O crescimento reflecte tanto novos investimentos — 263 446 mil USD injectados durante o ano — como uma valorização generalizada dos activos, que geraram um resultado bruto positivo de 300 400 mil USD, correspondente a um retorno global de 51,7%.
O desempenho da carteira foi impulsionado sobretudo pelos investimentos nos sectores mineiro, agrícola e da saúde.
Destacaram-se quatro participadas: a VitalFlow, na área da saúde, com um retorno de 474,6%; a Pensana, no Reino Unido, com 294,3% e o maior ganho absoluto do ano (87 843 mil USD); a FG Gold, na Serra Leoa, com 239,0%; e a Resolute Mining, na Austrália, com 235,1%. Só estas quatro posições, juntamente com a angolana Ozango Minerais, foram responsáveis pela maior parte da valorização total da carteira.
Nem todos os investimentos acompanharam esta trajectória positiva. A Esplendor Florestal, participada angolana do sector da silvicultura, registou a maior perda do ano — 10 170 mil USD, equivalente a um retorno negativo de 33,6%, atribuído à perda de algumas concessões.
Também a TDB, instituição financeira, fechou o exercício com um resultado negativo de 1 950 mil USD (-9,7%).
A carteira mantém uma forte concentração geográfica no continente africano, com Angola a representar 48% do total, seguida da Zâmbia (13%), Gana (10%), África do Sul (8%), Austrália (5%), Reino Unido (4%) e instituições multilaterais (3%).
Em Angola, destacam-se participações como Ozango Minerais, Phobos, Makunde, Esplendor Florestal, Ovihemba, Amufert e Mulemba RE. Fora de África, o Fundo detém ainda posições no Reino Unido (Pensana) e na Austrália (Resolute Mining).
Apesar do resultado global positivo, o FSDEA reconhece que uma parcela significativa dos ganhos está concentrada num número limitado de participadas — um factor que reforça a necessidade de acompanhamento contínuo da carteira, com particular atenção aos investimentos com desempenho inferior ao esperado e à sustentabilidade dos resultados nas posições de maior valorização.



