O segmento de aviação foi o que mais cresceu na Pumangol no segundo trimestre de 2026: a venda de combustível Jet A-1 somou 10.917 toneladas métricas (TM), mais 56,6% que no mesmo período de 2025, com um volume de negócios de 2,8 mil milhões de AOA. No semestre, o volume acumulado atingiu 22.600 TM (+37,8% face ao período homólogo), com destaque para um crescimento de 27% nas vendas no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro.
Os dados foram apresentados esta quarta-feira no Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP), a entidades oficiais do sector, autoridades da concorrência e órgãos de comunicação social.
No conjunto dos negócios, a Pumangol vendeu 161.828 TM de combustíveis a consumidores finais no trimestre, com um volume de negócios de retalho de 71,2 mil milhões de AOA. No acumulado do primeiro semestre, o volume de negócios da actividade de retalho atingiu 142,8 mil milhões de AOA, um crescimento de 18% face ao mesmo período de 2025. Do volume vendido ao consumidor final, a gasolina representou 81.624 TM (50,4%) e o gasóleo 80.204 TM (49,6%).
No segmento de combustíveis a granel (B2B), a empresa comercializou 53.769 TM, com um volume de negócios de 24 mil milhões de AOA. Segundo a Pumangol, este segmento foi afectado pela redução da disponibilidade de gasóleo a partir de finais de maio, e pela menor disponibilidade de gasolina e querosene.
Os lubrificantes da marca MaxLub somaram 1.208 TM vendidas no trimestre (+13% face ao trimestre anterior; +30% face ao segundo trimestre de 2025), gerando 3 mil milhões de AOA em volume de negócios. No semestre, o segmento cresceu 21% face ao período homólogo de 2025.
Os números agora divulgados contrastam com um período homólogo marcado por constrangimentos de oferta no sector. O director-geral do IRDP, Luís Fernandes, referiu em agosto de 2025 que o volume global de vendas de combustíveis no país, no segundo trimestre daquele ano, foi de cerca de 1,2 milhões de toneladas métricas, uma queda de aproximadamente 7% face ao trimestre anterior, num contexto em que cerca de 64% do combustível comercializado era importado.
Especificamente sobre a Pumangol, a empresa registou um volume de negócios de cerca de 66 mil milhões de kwanzas no segundo trimestre de 2025, um valor superior ao período homólogo anterior devido à subida dos preços dos combustíveis. Segundo a empresa, citada na altura, o trimestre foi também marcado por perdas de produto não vendido por falta de disponibilidade de combustível.
No trimestre, a Pumangol apoiou iniciativas nas áreas da educação, saúde e apoio humanitário: o programa Ciência Sobre Rodas (Huambo e Bié), a Feira de Estomatologia em Cabinda (mais de 2.200 consultas e 270 cirurgias), a campanha Cacimbo Solidário (cerca de 150 famílias e 400 crianças) e a campanha SOS Benguela, em resposta às cheias na província. A empresa recebeu ainda o Prémio Forbes de Responsabilidade Social Corporativa no período.




É uma boa notícia, os indicadores positivos alcançados pela Pumangol ao longo do trimestre, quando comparado com o período análogo, apesar dos vários constrangimentos de ordem externas resultante dos conflitos em várias regiões do globo com destaque no médio oriente, com impacto negativo sobre esta commodite.
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