O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, presidiu, esta terça-feira, 1 de Setembro, à cerimónia de lançamento da expansão da Fase II do projecto de exploração de cobre em Tetelo, na região de Mavoio, município de Maquela do Zombo, província do Uíge. O empreendimento está a cargo da empresa Shining Star Icarus, através de um consórcio sino-angolano.

Na ocasião, Diamantino Azevedo afirmou que a indústria mineira constitui um pilar importante da economia angolana, razão pela qual o Estado continuará a promover, de forma vigorosa, a estratégia de diversificação mineira, bem como a melhoria contínua do ambiente de negócios no sector. Sublinhou, igualmente, que a implementação deste projecto demonstra, de forma inequívoca, a qualidade dos recursos minerais do país, a estabilidade do ambiente de investimento e a eficácia dos serviços administrativos angolanos, constituindo uma referência para os investidores internacionais.

Por seu turno, o governador provincial do Uíge, José Carvalho da Rocha, considerou tratar-se de um momento de grande importância para o desenvolvimento da província, com reflexos determinantes nos próximos anos, sobretudo no que respeita à criação de emprego para a juventude local.

De acordo com os dados disponíveis, o projecto está localizado no Campo Mineiro de Tetelo, província do Uíge, numa área de prospecção de nove mil quilómetros quadrados, situada na zona central do prolongamento ocidental do Cinturão de Cobre-Cobalto da África Central, que oferece excelentes condições geológicas e uma dotação assinalável de recursos minerais. Lançado oficialmente em 2021, o projecto viu confirmadas, em 2023, reservas superiores a 500 mil toneladas de cobre metal, consolidando, deste modo, a base do seu desenvolvimento.
Em Outubro de 2025, entrou em funcionamento, com sucesso, a fábrica de processamento da Fase I, com capacidade diária de quatro mil toneladas, cuja construção esteve a cargo da empreiteira Sinohydro Bureau 14, da PowerChina.
Já em 2026, o projecto registou um acréscimo de 500 mil toneladas equivalentes de cobre nas reservas provadas, ultrapassando, assim, a marca de um milhão de toneladas acumuladas de cobre metal.

A actual obra de expansão da Fase II, considerada um marco relevante no desenvolvimento do projecto, está a cargo da reconhecida empresa Tongguan Construction, que virá acrescentar uma capacidade diária de extracção e processamento de três mil toneladas. Presentemente, o número de trabalhadores angolanos e chineses envolvidos no projecto já ultrapassa os dois mil, dos quais 1.500 são postos de trabalho gerados localmente.
Com a entrada em pleno funcionamento das Fases I e II, a capacidade diária de extracção e processamento atingirá entre sete a oito mil toneladas, permitindo processar mais de dois milhões de toneladas de minério por ano. Com o início, num futuro próximo, da construção da mina na nova área denominada “Mueji”, a extracção anual deverá ultrapassar os três milhões de toneladas, com uma capacidade de processamento superior a dez mil toneladas diárias, podendo gerar cerca de três mil novos postos de trabalho para a população local.

A produção anual de cobre metal, superior a 60 mil toneladas, representará o salto de uma mina de média dimensão para uma exploração moderna de grande escala, contribuindo para consolidar Angola como um importante produtor de cobre no continente africano. Com a concretização da expansão da Fase II, o projecto atrairá mais capital, tecnologia e talento internacionais, dinamizando o desenvolvimento e a concentração das indústrias conexas, em apoio à transformação e diversificação económica de Angola, e imprimindo dinamismo ao desenvolvimento a longo prazo do país.



