O nigeriano Aliko Dangote, que planeia investir 45 mil milhões de dólares em África até 2030, nomeou mais de dez mercados prioritários. Angola não consta da lista.
Aliko Dangote, o homem mais rico de África, revelou numa entrevista ao podcast In Good Company, conduzido por Nicolai Tangen, CEO da Norges Bank Investment Management, quais os países africanos que considera mais atractivos para receber investimento industrial de grande escala.
A lista inclui Nigéria, Etiópia, Quénia, Tanzânia, Ruanda, Egito, Argélia, Gana, Costa do Marfim e Guiné. Angola não foi mencionada.
“Os países promissores: Nigéria, Etiópia, Quénia, Tanzânia, Ruanda — é pequeno, mas muito, muito promissor. Existem mais de dez países muito bons em África nos quais se pode investir”, afirmou Dangote durante a conversa.
A avaliação baseia-se em quatro décadas de experiência operacional directa. O Grupo Dangote construiu fábricas de cimento, refinarias, unidades de fertilizantes e infraestrutura portuária em 17 países africanos, e tem actualmente em curso um plano de investimento de 45 mil milhões de dólares até 2030, nos sectores de refino, petroquímica, fertilizantes e infraestrutura portuária.
Entre os destaques da lista, a Tanzânia surge com um projecto de refinaria em negociação avaliado em 17 mil milhões de dólares, discutido recentemente entre Dangote e a Presidente Samia Suluhu Hassan em Dar es Salaam. A Guiné é mencionada pelo impacto do projecto mineiro da Rio Tinto em Simandou, avaliado em 20 mil milhões de dólares. O Ruanda, apesar da sua pequena dimensão, é destacado pela qualidade da governação e previsibilidade regulatória.
Angola, segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana e uma das maiores economias do continente, não foi incluída na avaliação do empresário nigeriano. O país tem intensificado nos últimos anos a sua diplomacia económica e os esforços de atracção de investimento estrangeiro, mas não constou da lista de mercados identificados por Dangote como destinos prioritários para alocação de capital industrial significativo.
Os critérios utilizados pelo empresário nigeriano na sua selecção incluem grande procura interna por bens básicos, infraestrutura de escoamento, estabilidade política e escala demográfica ou de recursos naturais suficiente para sustentar a viabilidade comercial do investimento industrial a longo prazo.



