A petrolífera privada convocou os accionistas para 4 de Novembro, com a eleição dos órgãos sociais para 2027–2031 como único ponto da agenda. A convocatória chega numa fase decisiva, entre a afirmação como operadora no onshore e a dispersão do capital.
A ACREP – Exploração Petrolífera, S.A. vai renovar a sua liderança. Os accionistas da petrolífera angolana reúnem-se em Assembleia-Geral a 4 de Novembro, às 10h30, no Hotel de Convenções de Talatona, em Luanda.
O único ponto da ordem de trabalhos é a eleição dos membros dos órgãos sociais para o mandato 2027–2031.
A convocatória tem data de 28 de Setembro e é assinada pelo Presidente da Mesa, Mateus Pereira Gonçalves. Não revela listas nem candidatos. Fica por saber se a actual equipa, liderada pelo PCA e fundador Carlos Amaral, se apresenta a um novo mandato.
O Conselho de Administração em funções tem quatro membros. Além de Carlos Amaral, integra o administrador não executivo independente Horácio Feijó e os administradores executivos João António Freire e Óscar Rodrigues.
A gestão corrente cabe ao CEO, Edilson Bartolomeu. O Conselho Fiscal é presidido por Félix Caculo, e a Mesa da Assembleia por Mateus Gonçalves, com Gomes Santos como secretário.
A empresa tem um capital social de 5,86 mil milhões Kz, cerca de 9 milhões USD, repartido por 1.803.590 acções de 3.250 Kz cada. Os estatutos atribuem um voto a cada acção.
Os accionistas com pelo menos 5% do capital podem pedir a inclusão de novos pontos na agenda. Têm para isso uma janela de cinco dias após a última publicação do aviso. A representação por procuração tem de ser comunicada até cinco dias antes da reunião.
A votação será feita numa plataforma electrónica, que a empresa diz já estar disponível para todos os accionistas.
A eleição acontece num momento sensível para a empresa. Em Junho de 2025, a Comissão do Mercado de Capitais registou uma oferta pública de venda e subscrição de acções da ACREP. Com isso, a empresa deu mais um passo no plano de abrir o capital na BODIVA, que os accionistas aprovaram em 2021.
A nova administração terá de conduzir esse processo e de consolidar a mudança de perfil da empresa. Em 2023, a ACREP comprou 55% do bloco onshore Cabinda Sul e deixou de ser apenas parceira não operadora. Passou a operar directamente.
Fundada em 2003 para relançar campos maduros da Bacia do Kwanza, a petrolífera ganhou dimensão com participações em blocos como o 4/05 e o 1/14.



