Sheila P.V. Silvestre é a nova Directora para África dos Assuntos Governamentais Internacionais da Chevron, cargo para o qual foi recentemente nomeada, sucedendo à nigeriana Ani Orugboh.
Licenciada pela Universidade Católica de Angola, Sheila Silvestre concluiu ainda um Mestrado em Gestão pela American Intercontinental University.
Ao longo dos seus 17 anos de carreira na Chevron, construiu um percurso ascendente dentro da companhia, tendo passado por diversas funções ligadas à área de contratos e cadeia de abastecimento: começou como Analista de Contratos, seguindo-se as posições de Especialista de Categoria, Gestora de Categoria de Mão-de-obra e Gestora de Categoria, até chegar a Assessora de Assuntos Corporativos — cargo que ocupava antes desta nova nomeação, sempre em Luanda.
Ao longo deste percurso, especializou-se na gestão estratégica de contratos e da cadeia de abastecimento no sector do petróleo e gás, com experiência em relacionamento com fornecedores, definição de indicadores-chave de desempenho e desenho de estratégias de fornecimento. É também detentora de um certificado em Gestão de Contratos e Comercial.
Com esta nomeação, Sheila Silvestre passa a estar baseada em Washington, D.C., onde vai cumprir uma missão de quatro anos, acompanhando os interesses da Chevron em seis países africanos: Angola, Nigéria, Namíbia, Ghana, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial.
Em Angola, onde opera há quase 70 anos através da subsidiária Cabinda Gulf Oil Company (CABGOC), a Chevron conta com uma força de trabalho maioritariamente angolana e anunciou recentemente uma nova descoberta de petróleo e gás condensado no Bloco 0, no poço exploratório 105-4X, na Bacia do Baixo Congo.
Na Nigéria, um dos mercados mais importantes da companhia no continente, a Chevron opera oito concessões onshore e near-offshore no Delta do Níger em parceria com a estatal NNPC, além de participações em blocos de águas profundas.
A petrolífera confirmou este ano que vai participar na próxima ronda de licenciamento do país e prevê destacar uma nova plataforma de perfuração ainda em 2026.
Na Namíbia, a Chevron está entre as operadoras que exploram a promissora Bacia do Orange, detendo 52,5% da licença PEL 90, onde prevê perfurar o poço Nabba-1X no último trimestre de 2026. Em Agosto, cedeu uma participação de 17,4% dessa licença à norueguesa Equinor, que passa assim a entrar no país.
Na Guiné-Bissau, mercado mais recente da carteira africana da Chevron, a companhia detém 90% de participação nos blocos offshore 5B (Carapau) e 6B (Peixe Espada), tendo reforçado a operação este ano com a aquisição do Bloco 4B.
Na Guiné Equatorial, a Chevron mantém participações de longa data nos campos Aseng, Yolanda e Alen, e assinou recentemente memorandos com o Governo para o reconhecimento de cinco blocos adicionais de exploração.
No Gana, a presença da Chevron é mais indirecta: a empresa detém 36,7% de participação na West African Gas Pipeline Company, responsável pelo fornecimento de gás natural nigeriano a clientes no Benim, Gana e Togo.



