O Executivo angolano reconheceu, esta quinta-feira, em Luanda, a existência de dificuldades no abastecimento de combustíveis no território nacional. Quem o admitiu foi o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, ao intervir no Fórum sobre o Contributo da Mulher no Sector do Petróleo e Gás.
Segundo o governante, a situação decorre da conjugação de dois factores: o crescimento do consumo interno e a subida do preço dos combustíveis no mercado internacional. A isto acresce um problema de natureza logística que tem condicionado a regularidade do abastecimento.
Diamantino Azevedo foi mais longe e apontou o peso da subvenção estatal ao combustível como o principal entrave à actividade da Sonangol.
Com a escalada dos preços internacionais, disse, o valor da subvenção tornou-se “exorbitante”, situação que vem limitando a capacidade da petrolífera pública de assegurar o abastecimento normal do mercado angolano — colocando a empresa sob pressão crescente para cumprir a sua missão de garantir o fornecimento no País.
O ministro aproveitou ainda a intervenção para traçar um retrato do momento vivido pelo sector petrolífero, que classificou como um período de transformação profunda. Exige-se hoje, sublinhou, mais conhecimento técnico, inovação, rigor, segurança e eficiência, numa indústria energética mundial em constante mutação.
Perante este cenário, defendeu que Angola tem de rentabilizar ao máximo os seus quadros nacionais, criando condições para que homens e mulheres participem, em pé de igualdade — quer em exigência, quer em responsabilidade e mérito — no desenvolvimento do sector.
A iniciativa que serviu de palco a estas declarações foi organizada pela Associação Muhato Energie, entidade sem fins lucrativos vocacionada para a promoção da capacitação e liderança feminina no sector dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.



