Angola confirmou um desempenho positivo nas exportações de petróleo bruto e gás natural no segundo trimestre de 2026, num resultado que reforça o peso do país como um dos principais fornecedores de energia a nível internacional.
O crescimento foi impulsionado pela valorização dos preços dos hidrocarbonetos no mercado internacional.
Os dados, referentes ao período de Abril a Junho de 2026, foram apresentados pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), em Luanda, com base no Balanço das Exportações de Petróleo Bruto e Gás Natural – II Trimestre de 2026, consultado pela Líder Magazine.
Segundo o balanço do MIREMPET, Angola exportou 88,12 milhões de barris de petróleo bruto no trimestre, gerando receitas de 8,91 mil milhões de dólares, a um preço médio ponderado de 101,087 dólares por barril.
O volume exportado cresceu 2,22% face ao primeiro trimestre de 2026 e 3,85% em comparação com o segundo trimestre de 2025. Já o valor das exportações registou uma subida ainda mais expressiva: 24,59% face ao trimestre anterior e 54,71% em relação ao mesmo período do ano passado.
A China consolidou-se como o principal mercado de destino do crude angolano, absorvendo 51,67% das exportações, seguida pela Índia (12,20%), Espanha (5,45%) e Indonésia (5,08%).
No segmento do gás natural, Angola exportou 1,52 milhões de toneladas métricas, das quais 87% na forma de gás natural liquefeito (LNG). As receitas totalizaram 1,25 mil milhões de dólares.
O volume exportado cresceu 4,63% face ao primeiro trimestre de 2026 e 10,74% em relação ao segundo trimestre de 2025. As receitas subiram 37,52% face ao trimestre anterior e 64,21% face ao mesmo período do ano anterior.
A Índia liderou os destinos do LNG angolano, com 63,18% das exportações, seguida por Bangladesh (20,86%) e Tailândia (10,86%).
De acordo com o mesmo documento, o preço médio do Brent Datado situou-se em 103,849 dólares por barril no segundo trimestre de 2026, uma variação de 28% face ao trimestre anterior e de 53% face ao segundo trimestre de 2025.
O relatório do MIREMPET identifica factores que contribuíram para aliviar as pressões sobre os preços, nomeadamente o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, a recuperação das exportações no Golfo Pérsico e o reforço da oferta pela OPEP+.
Por outro lado, elementos como as restrições à navegação no Estreito de Ormuz, a redução das reservas comerciais de crude dos Estados Unidos e as tensões geopolíticas no Médio Oriente continuaram a manter a volatilidade dos preços no mercado internacional.
Segundo o balanço divulgado pelo Governo de Angola através do MIREMPET, os resultados alcançados reforçam a importância estratégica do sector petrolífero e do gás natural para a economia angolana, consolidando a posição do país no cenário energético internacional, num contexto de crescimento das exportações e valorização dos mercados internacionais de energia.



