O Tesouro Nacional vendeu 1.407 milhões USD em divisas à banca comercial no primeiro semestre deste ano, depois de em anos anteriores ter permanecido ausente do mercado cambial durante longos períodos. O valor já se aproxima do total vendido por esta via em todo o ano de 2025 (1.824 milhões USD).
No conjunto dos fornecedores de moeda estrangeira, os bancos angolanos adquiriram 6.679 milhões USD no primeiro semestre de 2026, valor que equivale a mais de metade do total transaccionado em todo o ano de 2025 (12.003 milhões USD).
O sector petrolífero manteve-se como o principal fornecedor de moeda estrangeira ao sistema bancário, com 2.485 milhões USD vendidos entre Janeiro e Junho, face aos 5.075 milhões USD do total de 2025. Segundo uma nota de análise do Banco Millennium Atlântico (BMA) relativa aos primeiros meses do ano, a oferta de divisas do sector petrolífero recuou 5,36%, para 2.046 milhões USD entre Janeiro e Maio, com as receitas penalizadas pelos níveis moderados de produção de crude, apesar da subida do preço do barril.
O mesmo documento indica que o sector diamantífero recuou 0,98%, para 570,26 milhões USD no mesmo período, afectado pela redução do preço dos diamantes naturais.
O sector diamantífero vendeu, segundo os dados anuais, 680 milhões USD no primeiro semestre de 2026, face a 1.273 milhões USD em todo o ano de 2025.
A rubrica “clientes diversos”, que reúne as restantes entidades exportadoras e importadoras que recorrem ao mercado cambial, somou 1.788 milhões USD no semestre, face a 3.341 milhões USD em 2025. O Banco Nacional de Angola colocou 319 milhões USD à disposição da banca no mesmo período, face a 489 milhões USD em todo o ano anterior.
A série anual mostra um total de 15.665 milhões USD em 2022, o valor mais elevado do período 2021-2025, seguido de 9.854 milhões USD em 2023, 10.817 milhões USD em 2024 e 12.003 milhões USD em 2025. Em 2021, o total foi de 9.496 milhões USD.
A oferta de divisas em Angola tem sido enquadrada por medidas do Banco Nacional de Angola relativas à transparência do mercado cambial, entre as quais a obrigatoriedade, em vigor desde 2023, de as petrolíferas e diamantíferas deixarem de negociar directamente moeda estrangeira com os grandes bancos, passando a dispersar a oferta através da plataforma Bloomberg FXGO.



