O presidente do Atlético Petróleos de Luanda, Tomás Faria, foi convidado a integrar o corpo docente do MBA em Futebol da Universidade Europeia, em Portugal, num programa executivo que junta especialistas de vários quadrantes da indústria futebolística europeia e africana.
O gestor, que acumula funções de dirigente da Sonangol, passa assim a partilhar a sua experiência de gestão desportiva com quadros de toda a lusofonia.
A distinção surge num momento de particular protagonismo para Tomás Faria à frente dos destinos do Petro de Luanda, clube ligado à petrolífera estatal angolana e um dos mais titulados do país.
O dirigente, natural do Lubango, iniciou a sua ligação ao clube ainda em criança, junto ao Estádio do Ferrovia, tendo-se tornado sócio efectivo em 1994. Duas décadas volvidas, em Julho de 2014, seria eleito presidente da instituição — o sétimo da sua história —, cargo que viria a revalidar por duas vezes, a última das quais em Março de 2024, com 140 votos a favor, assumindo funções a 11 de Abril seguinte para o quadriénio 2024-2028.
É, até à data, o único presidente do clube a cumprir três mandatos consecutivos, num total de doze anos de gestão.
O balanço da sua liderança é assinalável, com destaque para a época de 2025/26, em que o Petro se sagrou pentacampeão nacional de futebol — feito que a formação de Luanda apenas alcançara uma vez antes, entre 1986 e 1990.
O título, o vigésimo primeiro da história do clube, foi confirmado a quatro jornadas do fim do Girabola, após uma vitória por 3-0 sobre o Desportivo Lunda Sul, consolidando o estatuto do Petro como a equipa mais titulada do país.
No basquetebol, o palmarés não fica atrás: o clube sagrou-se campeão da Basketball African League, título inédito para o desporto angolano, além de ter conquistado por cinco vezes consecutivas o Unitel Basket e a SuperTaça Vladimiro Romero.
Para o mandato em curso, o dirigente traçou ainda como prioridades o reforço do controlo de gestão do clube e uma aposta séria no atletismo, com vista à qualificação de atletas para os Jogos Olímpicos de 2028, além da ambição de conquistar, pela primeira vez na história do clube, um troféu continental de futebol.
A entrada de Tomás Faria no corpo docente do MBA em Futebol da Universidade Europeia constitui, neste contexto, um reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido em Angola e reforça a presença de quadros lusófonos nos principais fóruns de formação em gestão desportiva na Europa.



