A Deloitte Auditores Angola continua a ser a firma de auditoria externa mais escolhida pelos bancos angolanos, embora tenha registado uma redução na sua quota de mercado. Segundo dados relativos a 2024, a Deloitte auditou 8 bancos, o equivalente a 36% do mercado, contra 9 bancos e 39% em 2023.
A EY Angola foi a grande surpresa do ano, triplicando o número de bancos auditados, de 1 para 3, elevando a sua quota de mercado de 4% para 14% — colocando-se em pé de igualdade com a PwC Angola, que manteve os seus 3 clientes bancários (14% de quota, ligeiramente acima dos 13% de 2023).
Em sentido contrário, a Crowe Angola e a C&S – Assurance and Advisory perderam terreno, recuando ambas de 3 para 2 bancos auditados (de 13% para 9% de quota cada). A KPMG Angola também viu a sua posição reduzir-se, passando de 2 para apenas 1 banco auditado, com a quota a cair de 9% para 5%.
A UHY Paredes e Associados manteve-se estável, com 1 banco auditado em ambos os anos (passando de 4% para 5% de quota, devido à redução do número total de bancos no universo analisado, de 23 para 22).
Entre os bancos sistemicamente importantes (D-SIB), destaca-se a presença da Deloitte como auditora de várias instituições de grande dimensão, como o Banco Millennium Atlântico (ATL), o BCI, o BE e o BPC, enquanto o BAI é auditado pela PwC, o BFA pela KPMG e o BIC e o KEVE pela Crowe Angola.



