O Banco Nacional de Angola (BNA) destaca-se entre os principais bancos centrais como o único a manter uma previsão de redução da taxa de juro de referência, segundo o Resumo Semanal de Evolução das Taxas de Juros, com dados da Bloomberg referentes a 29 de Junho de 2026.
Enquanto a Reserva Federal dos EUA aponta para um aumento e os restantes bancos analisados preveem manutenção, Angola segue uma trajectória distinta de descida do custo do crédito.
A taxa actual do BNA situa-se em 17,00%, após um corte de 50 pontos base a 14 de Maio de 2026 — a alteração mais recente entre os bancos centrais monitorizados. No acumulado do ano, a taxa de referência angolana já recuou 150 pontos base, a maior variação registada entre as cinco instituições. A próxima reunião de política monetária está agendada para 14 de Julho de 2026.
Em contraste, a Reserva Federal dos EUA (FED) mantém a taxa em 3,75%, sem alteração acumulada no ano, mas com previsão de aumento na próxima reunião, a 29 de Julho. O Banco Central Europeu (BCE) situa a sua taxa em 2,40%, com subida acumulada de 25 pontos base no ano, e perspectiva de manutenção na reunião de 23 de Julho.
O Banco da Inglaterra (BoE), com taxa em 3,75%, e o Banco do Canadá (BoC), em 2,25%, não registam variação acumulada no ano e devem manter os níveis actuais nas reuniões de 30 de Julho e 15 de Julho, respectivamente.
A divergência da política monetária angolana surge num contexto em que a taxa de inflação no país subiu para 3,2% em Maio, acima dos 2,8% registados em Abril — uma subida que, segundo o documento, está a ser observada de perto devido ao impacto do custo elevado da energia sobre os preços.



