A TAAG Linhas Aéreas de Angola lança a 23 de Junho o voo directo Luanda–Guangzhou, passando a integrar um grupo ainda restrito de companhias africanas com ligação ao principal polo comercial do sul da China.
A nova rota semanal posiciona Angola num eixo estratégico crescente entre o continente africano e a segunda maior economia do mundo.
Segundo apurou a Líder Magazine, no conjunto das companhias aéreas africanas, a Ethiopian Airlines é a operadora com presença mais consolidada em Guangzhou. A rota Adis Abeba–Guangzhou figura entre as cinco rotas mais densas da companhia , reflexo da importância que o corredor África–China assume para a maior transportadora do continente.
A Ethiopian serve Guangzhou há vários anos e tem usado a ligação como alavanca para o posicionamento de Adis Abeba como hub intercontinental de referência.
No segmento de carga, a queniana Astral Aviation abriu também uma ligação directa. A companhia lançou um voo de Guangzhou a Nairóbi, com extensão a Maputo, Moçambique, para responder ao crescimento da procura de transporte de mercadorias entre as duas regiões.
 O movimento enquadra-se numa tendência clara: segundo a IATA, o mercado África–Ásia registou um crescimento de 40,6% na procura de carga aérea, o mais elevado de qualquer corredor global. 
Para a grande maioria dos destinos africanos, porém, Guangzhou continua a ser servida apenas com escala — tipicamente via Adis Abeba, Cairo ou Dubai — por companhias como a Ethiopian Airlines e a EgyptAir. A oferta de voos directos entre África e Guangzhou permanece escassa, o que torna a aposta da TAAG tanto mais significativa.
A nova rota insere-se na estratégia de recuperação da companhia angolana, que projecta reduzir as suas perdas para cerca de 90 milhões de dólares em 2026, face aos 123 milhões registados em 2025. 
Ao entrar no mercado de Guangzhou com voo directo, a TAAG torna-se a segunda transportadora africana de passageiros com ligação regular directa à cidade — depois da Ethiopian — e a primeira de toda a África Austral a operar esta rota, num momento em que a procura por conectividade entre África e a China não para de crescer.



