O duelo entre Portugal e Colômbia é o bilhete mais caro da fase de grupos da Copa do Mundo 2026, com ingressos a atingir os 2.543 dólares no mercado secundário, segundo dados da plataforma Ticketdata recolhidos a 11 de Maio de 2026.
O encontro, que não se realiza num país sede, opõe duas das selecções mais bem posicionadas no ranking da FIFA — Portugal no 5.º lugar e Colômbia no 13.º —, o que justifica a elevada procura pelos bilhetes.
Logo a seguir surgem os jogos do Brasil, que domina a lista dos encontros mais disputados. Escócia x Brasil aparece em segundo lugar, com ingressos a rondar os 1.665 dólares, seguido de Brasil x Marrocos a 1.340 dólares e Brasil x Haiti a 905 dólares.
A presença da Seleção Canarinha em três dos dez jogos mais caros da fase de grupos reflecte o enorme apelo comercial do futebol brasileiro a nível mundial.
Entre os jogos realizados em países sede, o mais caro é Canadá x Bósnia e Herzegovina, com bilhetes a 1.042 dólares, apesar do modesto ranking das duas selecções — 30.º e 65.º lugares, respectivamente.
Os Estados Unidos, enquanto co-anfitriões, têm dois jogos na lista: EUA x Austrália a 1.008 dólares e EUA x Paraguai a 916 dólares. Argentina x Áustria e Inglaterra x Croácia completam o top 10, com preços entre os 908 e os 1.012 dólares.
Do lado oposto, confrontos como Iraque x Noruega, Áustria x Jordânia, Cabo Verde x Arábia Saudita e Argélia x Áustria já apresentam ingressos de revenda abaixo dos preços oficiais da FIFA, tornando-os os mais acessíveis para quem pretende marcar presença no torneio.
Ainda assim, trata-se de valores incomportáveis para a maioria dos adeptos africanos e do sul global. Segundo o Ticketdata, os preços mínimos de entrada caíram em 76 dos 78 jogos disputados nos Estados Unidos nas últimas duas semanas, com metade a registar reduções superiores a 20%.
No canal oficial da FIFA, os ingressos mais baratos para a fase de grupos partem dos 60 dólares, na categoria destinada aos adeptos — um valor que, ainda assim, representa um esforço financeiro considerável para milhões de apreciadores do futebol em África e no resto do mundo em desenvolvimento.
Os dados revelam que o futebol, outrora considerado o desporto do povo, corre o risco de se tornar um privilégio de quem pode pagar.
A FIFA adoptou para esta edição um sistema de preços dinâmicos, no qual os valores sobem conforme a procura — um modelo que beneficia o negócio mas que afasta cada vez mais o adepto comum das bancadas do maior espectáculo do desporto mundial.



