O Banco de Poupança e Crédito (BPC) divulgou, ao abrigo do Aviso nº 15/07 do Banco Nacional de Angola, o seu balancete referente ao primeiro trimestre de 2026, relativo ao período compreendido entre 1 de Janeiro e 31 de Março de 2026.
Os dados consultados pela Líder Magazine, revelam um activo total de aproximadamente 1,739 biliões de kwanzas.
Entre os principais indicadores do activo, destaca-se o crédito a clientes, que atingiu 382,5 mil milhões de kwanzas, reflectindo o esforço continuado do banco em expandir a sua carteira de crédito de forma prudente e gradual.
As disponibilidades em caixa situaram-se nos 362,4 mil milhões de kwanzas, enquanto os títulos e valores mobiliários totalizaram 646,4 mil milhões de kwanzas — o item de maior expressão no activo do banco.
Do lado do passivo, os recursos de clientes e outros empréstimos representam a principal rubrica, com um saldo actual de cerca de 1,299 biliões de kwanzas, o que traduz a confiança dos depositantes na instituição. Este dado é consistente com o desempenho registado em 2025, quando o volume de depósitos totalizou 1.211 mil milhões de kwanzas, com um crescimento de 11,5%. 
Os fundos próprios do banco situam-se em aproximadamente 289,7 mil milhões de kwanzas no final do trimestre, num contexto em que o BPC tem vindo a consolidar a sua posição de capital após um longo processo de reestruturação.
O rácio de fundos próprios regulamentares fixou-se em 26,7% em 2025, mantendo-se acima dos requisitos prudenciais de 8% e do resultado do Processo de Análise e Avaliação para Fins de Supervisão de 18,5%, o que revela a solidez da posição de capital da instituição. 
A publicação deste balancete insere-se num momento de consolidação para o maior banco público angolano. Em 2025, o BPC registou um resultado líquido positivo de 4 mil milhões de kwanzas, acompanhado pelo crescimento do produto bancário em 11,2% face a 2024, atingindo um valor consolidado na ordem dos 123 mil milhões de kwanzas. 
O balancete agora divulgado sugere que a trajectória de estabilização se mantém no arranque de 2026, com os resultados do trimestre a apresentarem um saldo negativo residual de aproximadamente 1 mil milhões de kwanzas — valor que, pela sua natureza trimestral, não reflecte necessariamente o desempenho anual esperado.
Fundado a 24 de Janeiro de 1956, o BPC é o maior banco comercial angolano, com presença em todo o território nacional e mais de 900 mil clientes activos, tendo como accionistas o Ministério das Finanças, o IGAPE, o INSS e a Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas. 
A instituição atravessou nas últimas décadas um intenso processo de saneamento financeiro que incluiu a transferência de crédito malparado para a Recredit e sucessivas injecções de capital que totalizaram mais de 700 mil milhões de kwanzas — um percurso que os números do primeiro trimestre de 2026 parecem confirmar estar a dar os seus frutos.



