Angola deu mais um passo importante na consolidação da sua soberania energética. A refinaria de Cabinda, desenvolvida pela Gemcorp, já está em operação e representa um avanço concreto na redução da dependência histórica do país face às importações de combustível refinado.
O CEO da Gemcorp, Atanas Bostandjiev, recebeu o jornalista Matthew Hill, da Bloomberg, nas próprias instalações da refinaria em Cabinda, para uma conversa aprofundada sobre o que este investimento significa para Angola e para África. A escolha do local não foi por acaso — é no chão da refinaria que se vê, com clareza, o que está a ser construído.
“África produz petróleo bruto mas importa o combustível que consome. Este projecto existe para mudar essa realidade”, realçou Atanas Bostandjiev.
O paradoxo energético africano é conhecido: o continente é um grande produtor de petróleo bruto, mas ainda depende fortemente de combustível refinado vindo de fora. Angola não tem sido excepção. A refinaria de Cabinda surge precisamente para quebrar este ciclo — processando o crude localmente e gerando valor dentro das fronteiras nacionais.
Actualmente, a unidade já fornece diesel para o mercado angolano e exporta nafta e óleo combustível pesado para mercados internacionais. São resultados concretos, já visíveis, de um investimento que aposta no longo prazo.
Os planos da Gemcorp vão mais longe. A empresa prevê duplicar a capacidade da refinaria — passando de 30.000 para 60.000 barris por dia — numa expansão que reforça o compromisso com o desenvolvimento industrial sustentado de Angola e do continente africano.



