A economia angolana atravessa um momento de consolidação. As previsões do Banco de Fomento Angola (BFA) apontam para um crescimento do PIB de 3,1% em 2025, que deverá subir para 3,3% em 2026 e alcançar os 4,0% em 2027.
Os números reforçam a confiança no rumo traçado pelo Executivo e pelas autoridades monetárias do país.
No que toca à inflação, o caminho é de descida. De acordo com as previsões do Banco de Fomento Angola, publicadas na Informação Semanal de 4 de maio de 2026, a taxa deverá passar dos 20,2% em 2025 para 12,6% em 2026, chegando aos 11,6% em 2027.
Uma tendência que reflecte o impacto positivo da política monetária do Banco Nacional de Angola e a progressiva estabilização do mercado cambial.
A Balança Corrente deverá manter superavits nos três anos, ainda que com valores decrescentes — de 5,3% do PIB em 2025 para 3,8% em 2027 — sustentados, em grande medida, pelas exportações de petróleo.
No sector petrolífero, a produção em Março situou-se nos 31,6 milhões de barris, correspondendo a uma média diária de 1,02 milhões de barris. Apesar de um ligeiro crescimento mensal de 1,6%, os dados revelam a terceira queda homóloga consecutiva, o que evidencia os desafios estruturais que o sector enfrenta.
O Bloco 17 continua a liderar a produção nacional com 30,6% do total do trimestre. As reservas internacionais fecharam Abril em 15,8 mil milhões de dólares, o suficiente para cobrir cerca de 7 meses de importações.
No plano internacional, a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP, anunciada na semana passada e com efeitos a partir de 1 de Maio, agitou os mercados globais de energia.
O barril de Brent chegou aos 118 dólares, perto do máximo do ano. Para Angola, a subida do preço do petróleo é uma boa notícia para as receitas do Estado, ainda que a instabilidade geopolítica exija cautela nas perspectivas para o médio prazo.



